China está faminta por gás natural

Pesquisa do GlobalData mostra que a capacidade de geração de gás natural do país vai praticamente dobrar até 2020; governo que reduzir dependência de carvão

São Paulo – Com crescimento econômico vigoroso, o dragão chinês tem fome de energia. E o setor de gás natural vai ajudar a aplacá-la. Segundo pesquisa da consultoria GlobalData, a capacidade de geração de gás natural do país vai praticamente dobrar até 2020.

Em 2013, a capacidade instalada para a produção de gás natural era de 43,8 gigawatts (GW). Daqui a sete anos, deve chegar a 85,5 GW, aponta a pesquisa.

Esse crescimento será impulsionado pela necessidade da China adotar fontes menos poluentes para geração de energia e reduzir a dependência do carvão, que responde por 62% da capacidade total instalada no país.

Os números do mercado de gás natural na China ainda são modestos – atingiram US$ 652 milhões no ano passado. A previsão é que salte para quase US$ 1,7 bilhão até 2017.

Segundo o Global Data, o aumento dos investimentos em infraestrutura para expansão do mercado de geração de energia alternativa  e as políticas de estímulo ao gás natural prometem turbinar este mercado.

Preocupação ambiental no topo da agenda política

O interesse no gás natural vai ao encontro da promessa chinesa de reverter os danos causados a meio ambiente durante décadas de forte crescimento econômico.

A matriz energética chinesa, que alimenta este crescimento, é um dos maiores vilões da qualidade do ar em todo o país.

Segundo um estudo feito pelo World Resources Institute, os chineses consomem anualmente 3,3 bilhões de toneladas de carvão. É uma dependência nociva.

Fonte fóssil, o carvão usado pelas indústrias libera compostos perigosos no ar, que contribuem para a poluição atmosférica.

No começo da semana, os níveis de poluição em várias cidades chinesas, incluindo a capital Pequim, superaram em 20 vezes o limite considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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