Economia

Campos Neto diz que juro do rotativo é problema mais complexo que enfrentou no BC

Presidente do Banco Central enfatizou que o uso do parcelado sem juros cresceu bastante, assim como a emissão de cartões e autorização de limites

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (Pedro França/Agência Senado/Flickr)

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (Pedro França/Agência Senado/Flickr)

Estadão Conteúdo
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Publicado em 17 de novembro de 2023 às 13h16.

Última atualização em 17 de novembro de 2023 às 14h14.

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta sexta-feira, 17, que os juros do rotativo do cartão de crédito são o problema mais complexo que ele enfrentou no comando da autoridade monetária.

"É o problema que demoramos mais tempo para entender, ver todas as relações no mundo de meios de pagamento e tentar achar uma solução sem criar nenhum tipo de ruptura no consumo, sem prejuízo para consumidores e lojistas. Queremos evitar que essa bola de neve estoure e crie uma ruptura no padrão do uso de cartões", comentou, durante participação no evento "E Agora, Brasil?", promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico.

Campos Neto repetiu que o uso do parcelado sem juros cresceu bastante, bem como a quantidade de cartões emitidos e os limites autorizados.

"Curiosamente, quando você pega as pessoas que têm mais cartões é exatamente onde há maior inadimplência", destacou o presidente do BC.

Ele lembrou que, se o mercado não chegar a um entendimento, a lei aprovada recentemente irá limitar automaticamente os juros do rotativo, mas com impacto pequeno nas taxas cobradas atualmente.

"Falhamos em encontrar um acordo (até agora), mas ainda buscaremos um entendimento. Não quero ser pessimista, estamos trabalhando em uma solução intermediária", concluiu Campos Neto.

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