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CAE aprova Galípolo para presidir Banco Central e plenário do Senado ainda votará indicação

Atual diretor de Política Monetária recebeu 26 votos favoráveis dos senadores; aprovado por unanimidade no plenário, ele comandará a autoridade monetária por quatro anos, a partir de janeiro de 2025

O economista brasileiro Gabriel Galipolo, indicado à presidência do Banco Central do Brasil, discursa durante audiência no Senado Federal, em Brasília, em 8 de outubro de 2024 (EVARISTO SA/AFP)
Antonio Temóteo

Repórter especial de Macroeconomia

Publicado em 8 de outubro de 2024 às 14h33.

Última atualização em 8 de outubro de 2024 às 14h34.

O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo,foi aprovado nesta terça-feira, 8, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para presidir a autoridade monetária a partir de janeiro de 2025. Galípolo recebeu 26 votos favoráveis dos senadores. Uma nova votação deve ocorrer ainda nesta terça no plenário doSenadopara concluir o processo de sabatina e para que ele assuma o comando do órgão que fiscaliza o sistema financeiro nacional.

Galípolo é diretor de Política Monetária desde 2023. Antes de assumir o posto foi secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Próximo do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o economista conquistou a confiança de Lula e tem se construído uma relação política próxima de parlamentares de diversos partidos.

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Questionado pelos senadores, Galípolo afirmou que a desancoragem das expectativas de inflação incomoda a autoridade monetária. Segundo ele, o mercado de trabalho também tem surpreendido e pressionado a inflação.

"O horizonte relevante que a gente está olhando é um horizonte mais à frente que tem uma desancoragem, sim, ela não foi alterada nesta última pesquisa Focus, ainda tem uma desancoragem que nos incomoda. Expectativa desancorada, mercado de trabalho mais apertado, condições que parecem mais adversas no câmbio e economia que vem surpreendendo recomendaram essa maior prudência do ponto de vista da política monetária", disse.

Segundo ele, a política fiscal do governo tem contribuído para o crescimento da economia e que a autoridade monetária avalia o nível de gastos do governo para entender os eventuais impactos inflacionários.

"Existe, sim, uma correlação entre politica fiscal e nível de atividade econômica. Não apenas olhando o volume de estímulo fiscal, mas também olhando uma composição qualitativa da política fiscal, no sentido de que tem um caráter bastante distributivo de renda. Sempre que tem um caráter mais distributivo, a propensão a consumir tende a elevar", afirmou.

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