Economia

Brasil fecha 40.864 vagas formais de trabalho em janeiro

Apesar de negativo, o resultado foi o melhor para o mês de janeiro desde 2014, quando foram criadas 29.595 vagas de trabalho

Desemprego: as demissões superaram a criação de vagas principalmente no comércio (-60.075 postos) e no setor de serviços (-9.525 postos) (Jorge Rosenberg/Reuters)

Desemprego: as demissões superaram a criação de vagas principalmente no comércio (-60.075 postos) e no setor de serviços (-9.525 postos) (Jorge Rosenberg/Reuters)

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Reuters

Publicado em 3 de março de 2017 às 16h52.

Última atualização em 3 de março de 2017 às 16h56.

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Brasília - O Brasil registrou perda líquida de 40.864 vagas formais de emprego em janeiro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira, acima do esperado pelo mercado, mas na melhor performance para o mês em três anos.

Em pesquisa Reuters, a estimativa era de que 36 mil vagas com carteira assinada seriam fechadas em janeiro, conforme mediana das expectativas.

Apesar de negativo, o resultado foi o melhor para o mês de janeiro desde 2014, quando foram criadas 29.595 vagas de trabalho.

No primeiro mês do ano, as demissões superaram a criação de vagas principalmente no comércio (-60.075 postos) e no setor de serviços (-9.525 postos).

Em contrapartida, houve criação líquida de postos especialmente na indústria de transformação (+17.501 vagas) e na agropecuária (+10.663).

A taxa de desemprego no Brasil subiu a 12,6 por cento no trimestre encerrado em janeiro em razão do aumento da procura diante do cenário de recessão, com quase 13 milhões de pessoas sem emprego no país, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada.

O presidente Michel Temer tem destacado o desemprego como sua maior preocupação e já admitiu que a retomada das contratações pode demorar, já que, mesmo com a esperada recuperação da economia, as empresas têm capacidade ociosa a preencher antes de retomarem contratações.

No ano passado, o Brasil fechou 1,32 milhão de postos de trabalho, sob os efeitos da forte recessão econômica, e registrou o segundo pior resultado da série histórica iniciada em 1992.

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