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O governo argentino anunciou que, nesta sexta-feira, 4, pagará ao Fundo Monetário Internacional (FMI) um vencimento de US$ 775 milhões (R$ 3,7 bilhões na cotação atual) pela primeira vez, mediante um empréstimo do Catar, à espera da aprovação de um desembolso do organismo de US$ 7,5 bilhões (R$ 36,3 bilhões).

A operação de crédito contempla que o Catar empreste à Argentina Direitos Especiais de Saque (DES, dinheiro que os países reservam no FMI) pelo equivalente a US$ 775 milhões, de acordo com uma fonte do Ministério da Economia.

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"É a primeira vez na história que o Catar realiza uma operação de crédito com a Argentina", disse a mesma fonte, que pediu para não ser identificada, e afirmou que isso permitirá ao país sul-americano pagar o vencimento "sem usar reservas".

O crédito foi negociado "em sigilo absoluto" pelo ministro argentino da Economia, Sergio Massa, com a equipe econômica do Catar. A Argentina busca evitar uma nova fuga de dólares de suas abaladas reservas internacionais.

O empréstimo do Catar será aplicado nesta sexta-feira, 4, ao pagamento dos juros devidos ao FMI. Em seguida, será quitado com o desembolso que a Argentina espera receber do organismo multilateral, logo que sua diretoria executiva ratificar, em meados de agosto, a aprovação da quinta e da sexta revisões do acordo com o país.

O empréstimo com o FMI foi tomado pela Argentina durante o governo de Mauricio Macri como um acordo de US$ 57 bilhões (R$ 276,4 bilhões). Ao assumir o cargo no final de 2019, o presidente Alberto Fernández renunciou às parcelas de desembolso pendentes, renegociando-as em 2021 como um acordo de US$ 44 bilhões (R$ 213,4 bilhões).

Na segunda-feira passada, a Argentina pagou ao Fundo um vencimento de US$ 2,7 bilhões (cerca de R$ 13 bilhões) com iuanes de um "swap" vigente com a China e um empréstimo-ponte de US$ 1 bilhão (R$ 4,85 bilhões) da Corporação Andina de Fomento (CAF).

As reservas internacionais da Argentina incluem, além de dólares, uma parte em ouro e também outros instrumentos, como o iuane do "swap" com a China.

Na Argentina, desde 2019 está em vigor um sistema de controle cambial e várias taxas de câmbio funcionam em paralelo à oficial.

Historicamente, os argentinos apostam no dólar para evitar a desvalorização de sua moeda, o peso, e esse comportamento se acentua com a proximidade de um processo eleitoral.

No dia 13 de agosto, acontecem as eleições primárias para definir os candidatos que disputarão a eleição presidencial de 22 de outubro, quando também se renova metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado.

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