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Acordo entre Vale e Petrobras é estratégico, diz Dilma

O entendimento entre as duas empresas vinha sendo pressionado pelo governo federal desde o início do ano passado

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Da Redação

Publicado em 23 de abril de 2012 às 14h50.

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São Paulo - A presidente da República, Dilma Rousseff, definiu como crucial e estratégico o acordo assinado nesta segunda-feira entre a Vale e a Petrobras para a renovação do contrato de arrendamento de ativos e direitos minerários de potássio, no estado de Sergipe, que permitirá a exploração das reservas de carnalita. O entendimento entre as duas empresas vinha sendo pressionado pelo governo federal desde o início do ano passado. Os investimentos no projeto deverão somar US$ 4 bilhões.

"Estamos celebrando um acordo virtuoso, que é estratégico para a nossa segurança alimentar e para assegurar que sejamos cada vez mais produtivos e competitivos, barateando o custo da produção agrícola e para não dependermos ainda mais do mercado internacional", disse a presidente durante evento no município sergipano de Rosário do Catete, onde estão localizadas as reservas. Também estavam presentes a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, o governador de Sergipe, Marcelo Déda, e o presidente da Vale, Murilo Ferreira. "Ele é uma liderança empresarial nova, tranquila e comprometida com o crescimento do nosso País", disse Dilma sobre Ferreira, que completa no próximo mês um ano à frente da mineradora.

Hoje, a Vale já produz potássio em Sergipe, em Taquari-Vassouras. Nitrogênio, fósforo e potássio são os três nutrientes básicos para a composição de fertilizantes, e o Brasil é dependente da importação de todos eles. O objetivo do governo é o de que, com o aumento da produção da Vale, a dependência externa por fertilizantes diminua. Atualmente o Brasil importa 70% dos fertilizantes que consome e 90% do potássio. A meta da mineradora é chegar a uma produção de 3,4 milhões de toneladas de potássio em 2015. Para este ano, a Vale projeta alcançar uma produção de 650 mil toneladas.

De acordo com o plano de investimentos da Vale divulgado no fim do ano passado, 9,6% do montante de US$ 21,4 bilhões para 2012 serão destinados ao segmento de fertilizantes. Segundo estimativa da Vale, o Projeto Carnalita poderá adicionar um volume de 1,2 milhão de toneladas à produção de potássio em Sergipe. Essa oferta permitirá ao Brasil economizar algo em torno de US$ 17 bilhões em divisas ao longo de 29 anos, ainda de acordo com a mineradora.

Já segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que também participou do evento, o governo tinha um interesse muito grande em que as empresas encontrassem uma solução ao impasse, para que a produção de fertilizantes do País pudesse crescer. "Temos interesse que essa associação (entre Vale e Petrobras) se estreite cada vez mais para que tenhamos mais potássio e mais fertilizante", disse o ministro.

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