Economia

Produção de químicos cai de janeiro a outubro, diz Abiquim

A utilização da capacidade instalada média de janeiro a outubro ficou em 79%, três pontos abaixo do nível registrado nos primeiros dez meses no ano passado


	Indústria química: produção teve alta de 3,58% e as vendas internas cresceram 4,71%
 (Claudio Rossi/VOCÊ S/A)

Indústria química: produção teve alta de 3,58% e as vendas internas cresceram 4,71% (Claudio Rossi/VOCÊ S/A)

DR

Da Redação

Publicado em 27 de novembro de 2014 às 15h45.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - O índice de volume de produção de produtos químicos recuou 4,68% de janeiro a outubro de 2014 ante mesmo período do ano anterior, enquanto as vendas internas recuaram 3,33%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 27, pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

A utilização da capacidade instalada média de janeiro a outubro ficou em 79%, três pontos abaixo do nível registrado nos primeiros dez meses no ano passado.

Apesar disso, o Consumo Aparente Nacional (CAN), que mede a demanda interna por produtos químicos, teve melhora de 1,4% de janeiro a outubro sobre iguais meses do ano anterior.

Como a produção caiu, as importações ocuparam uma fatia ainda maior da demanda e apresentaram crescimento de 11,6%.

Em nota, a diretoria da Abiquim declarou que a falta de competitividade do produtor local tem impactado não só o desempenho das vendas domésticas, mas também dificultado a remessa de produtos para o mercado internacional e estimulado a entrada de produtos fabricados em mercados atualmente mais vantajosos em termos de custos de produção.

Em outubro, os volumes de produção e de vendas internas de produtos químicos de uso industrial subiram ante setembro.

A produção teve alta de 3,58% e as vendas internas cresceram 4,71%.

De acordo com a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, a principal razão para as elevações foi a base deprimida de comparação do mês anterior, em razão da parada programada para manutenção do cracker da Braskem no Polo Petroquímico de Mauá (SP).

Acompanhe tudo sobre:Química e petroquímicaVendas

Mais de Economia

Ata do Copom não descarta novos cortes da Selic mas cita 'aumento de incerteza'

BC mantém espaço para novo corte da Selic após eleições, dizem economistas

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 5ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 13,75%