• AALR3 R$ 19,68 -0.35
  • AAPL34 R$ 73,98 0.57
  • ABCB4 R$ 16,66 1.09
  • ABEV3 R$ 14,74 0.34
  • AERI3 R$ 4,30 -1.83
  • AESB3 R$ 10,83 0.93
  • AGRO3 R$ 31,91 0.95
  • ALPA4 R$ 22,38 3.18
  • ALSO3 R$ 20,27 2.01
  • ALUP11 R$ 26,24 0.19
  • AMAR3 R$ 2,47 3.78
  • AMBP3 R$ 30,06 1.45
  • AMER3 R$ 23,85 0.80
  • AMZO34 R$ 71,54 0.01
  • ANIM3 R$ 5,71 2.88
  • ARZZ3 R$ 84,06 1.56
  • ASAI3 R$ 15,53 1.04
  • AZUL4 R$ 22,19 4.37
  • B3SA3 R$ 11,89 2.06
  • BBAS3 R$ 36,17 2.12
  • AALR3 R$ 19,68 -0.35
  • AAPL34 R$ 73,98 0.57
  • ABCB4 R$ 16,66 1.09
  • ABEV3 R$ 14,74 0.34
  • AERI3 R$ 4,30 -1.83
  • AESB3 R$ 10,83 0.93
  • AGRO3 R$ 31,91 0.95
  • ALPA4 R$ 22,38 3.18
  • ALSO3 R$ 20,27 2.01
  • ALUP11 R$ 26,24 0.19
  • AMAR3 R$ 2,47 3.78
  • AMBP3 R$ 30,06 1.45
  • AMER3 R$ 23,85 0.80
  • AMZO34 R$ 71,54 0.01
  • ANIM3 R$ 5,71 2.88
  • ARZZ3 R$ 84,06 1.56
  • ASAI3 R$ 15,53 1.04
  • AZUL4 R$ 22,19 4.37
  • B3SA3 R$ 11,89 2.06
  • BBAS3 R$ 36,17 2.12
Abra sua conta no BTG

Reeleição de Bolsonaro corre sério risco

Nos próximos meses, nada poderá aumentar a popularidade do presidente – que nem partido político tem
Por seus próprios erros, Bolsonaro poderá acabar como Lyndon Johnson, o presidente democrata que em março de 1968, poucos meses antes de pleitear a reeleição, anunciou sua desistência (Bloomberg/Andressa Anholete)
Por seus próprios erros, Bolsonaro poderá acabar como Lyndon Johnson, o presidente democrata que em março de 1968, poucos meses antes de pleitear a reeleição, anunciou sua desistência (Bloomberg/Andressa Anholete)
Por Sérgio PraçaPublicado em 26/03/2021 21:08 | Última atualização em 26/03/2021 21:08Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Desde que a possibilidade de reeleição presidencial foi iniciada em 1997, o presidente (FHC, Lula, Dilma) disputou e venceu. Até poucas semanas atrás, o mesmo caminho para Jair Bolsonaro (sem partido) parecia óbvio. Ele chegaria com facilidade ao segundo turno – isso se não conseguisse vencer no primeiro, improvável mas plausível se a esquerda e o centro não se coordenassem minimamente. Mas, nas últimas semanas, Lula ressurgiu e a pandemia sofreu piora significativa.

Antes estacionada em torno de 30%, a porcentagem dos cidadãos que considera Bolsonaro um líder ótimo ou bom está em 25%, segundo a mais recente pesquisa Exame/Ideia. Ainda é um patamar alto, comparado aos 5-10% a que chegaram Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB) nos piores momentos de seus mandatos. Mas acho provável que Bolsonaro desça a 10-15% por dois motivos.

O primeiro é que ele perdeu a última chance de virar o jogo na pandemia. Recebeu mal a sugestão do establishment para nomear a médica Ludhmila Hajjar ministra da Saúde. Forçou sua desistência. Continuou insistindo em “tratamento precoce” com a anuência do novo ministro, Marcelo Queiroga, que ao menos tem sugerido uso da máscara e distanciamento social.

Além disso, a perspectiva de mais 100 mil mortos em menos de dois meses, esperada por muitos cientistas, deverá ser suficiente para afastar o Centrão da órbita bolsonarista. Não há cargos nem verbas que compensem ser aliado de um líder tão pouco competente.

Por seus próprios erros, Bolsonaro poderá acabar como Lyndon Johnson, o presidente democrata que em março de 1968, poucos meses antes de pleitear a reeleição, anunciou sua desistência. A decisão ocorreu por nem vencer a Guerra do Vietnã nem dela sair.

De 1965 a 1974, 282 mil soldados americanos e 444 mil vietcongues foram mortos.

(Este artigo expressa a opinião do autor, não representando necessariamente a opinião institucional da FGV.)