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Por que a Jeep deveria importar o novo Cherokee para o Brasil

SUV médio acaba de estrear nos EUA e já apareceu no Salão do Automóvel de SP; conjunto híbrido é destaque

Rodrigo Mora
Rodrigo Mora

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Publicado em 31 de maio de 2026 às 10h00.

Última atualização em 31 de maio de 2026 às 10h08.

Cada vez mais sou da seguinte opinião: se é para ter um SUV, que se tenha um com estirpe. Isso vale para Ford Bronco, Mitsubishi Pajero, Toyota Land Cruiser, Mercedes-Benz Classe G e para a maioria dos Land Rover.

E também para o Jeep Cherokee, SUV médio que acaba de chegar à sexta geração nos EUA (após um hiato de três anos) e ensaia atuar no mercado brasileiro, onde seria posicionado entre o Commander (R$ 228.790) e o Wrangler (R$ 529.990).

Embora o tenha levado para o Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro, como um “futuro possível”, a Jeep tergiversa sobre importar ou não o novo Cherokee para o Brasil.

Vale lembrar que a marca acaba de encerrar a oferta do Grand Cherokee, que não chegou a três anos de vendas por aqui. Talvez por ser um 2.0 híbrido – e não um V8, como o modelo que se consagrara no Brasil em meados dos anos 1990 – e custar R$ R$ 569.990.

O insucesso em um segmento superior pode interferir no destino do Cherokee.

Como é

Mas, caso venha para o Brasil, quem saltar de um Commander para um Cherokee encontrará uma cabine não apenas sensivelmente mais espaçosa – agora são 2,87 metros de entre-eixos e 950 litros de porta-malas –, mas também mais ergonômica e sofisticada. Para quem gosta de dirigir, o assento rente ao assoalho e o volante de laterais achatadas são grandes aliados.

Quem dispensar um SUV chinês maior, mais luxuoso e mais potente por um carro com um legado de mais de cinquenta anos – dentro de uma marca de 85 – encontrará um interior leve, com materiais de boa qualidade e, felizmente, botões físicos para controle do ar-condicionado. Mesmo com respectivamente 10,2 e 12,3 polegadas, painel digital e central multimídia não dominam e ofuscam os outros elementos da cabine.

Embora distante do luxo que pode ser oferecido no mais graduado Grand Cherokee, o interior do Cherokee transmite solidez, é confortável e preserva um sabor premium característico da marca americana.

Como anda

No breve contato com o novo Jeep Cherokee na sede da Stellantis nos EUA, em Auburn Hills, Michigan, o SUV agradou ao volante.

O motor 1.6 turbo a gasolina e os dois elétricos se revezam suavemente na função de impulsionar o veículo. Com 210 cv e 31,8 kgfm de torque e orquestrado (infelizmente) por um câmbio do tipo CVT, esse conjunto híbrido estreia nos EUA garantindo agilidade a um modelo de 4,78 metros de comprimento e 1.950 quilos.

E ainda assim a Jeep declara média de 15,7 km/l e mais de 800 quilômetros de autonomia.

Como o Cherokee nasceu

O Jeep Wagoneer abriu a estrada dos SUVs de luxo em 1966, mas foi o Cherokee quem asfaltou, iluminou e sinalizou o caminho a partir de 1974.

Tudo começou como um SUV de duas portas, nada mais do que uma versão rejuvenescida e esportiva do Wagoneer. Em 1984 apareceu a segunda geração, que apresentou o Cherokee ao mercado brasileiro, icônica com seu estilo quadrado.

No Salão de Detroit de 1992, o que seria a terceira geração acabou sendo a primeira do Grand Cherokee, que se apresentou ao mundo atravessando uma vidraça no Cobo Center, o centro de convenções do evento.

Talvez um tanto exagerado, mas o novo modelo acabou bancando todo o estardalhaço com os prêmios de SUV do ano que abocanhara no decorrer dos meses.