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CEO da beuty'in
Publicado em 20 de abril de 2026 às 17h19.
As empresas ainda estão tentando melhorar produtos. Eu estou olhando para algo maior: transformar comportamentos e mercados. Pois, no fim, não se trata apenas de criar produtos ou categorias. Se trata de transformar a vida das pessoas criando conceitos, novos comportamentos e, muitas vezes, criar mercados que ainda nem existem.
Quem melhora, compete e briga por preço. Quem transforma, redefine o jogo. Foi assim quando lancei a Phytoervas e antecipei a tendência do shampoo sem sal, desenvolvi produtos de beleza natural antes mesmo dela existir como mercado.
Foi assim quando criei a Beauty’In e transformei colágeno em consumo diário, criando a categoria global dos aliméticos. Em nenhum desses momentos eu segui tendência. Eu antecipei um cenário que ainda não existia e trouxe para o presente.
Eu penso inovação como leitura de comportamento, não como resposta. Observo como as pessoas vivem. O que desejam. O que já existe no imaginário coletivo. E transformo isso em algo real, e faço ganhar forma.
Eu parto do presente, projeto o futuro e trago ideias de negócio agora. Isso para mim é futurismo aplicado. O mercado repete padrões, mas a oportunidade está em antecipar o que ainda não foi dito, ou já está sendo sentido.
Hoje, o mundo está mudando muito rápido, e ainda está sendo acelerado ainda mais pela IA. Segundo a McKinsey & Company, 84% das pessoas dizem que saúde e bem-estar são prioridade em um mercado que já ultrapassa US$ 2 trilhões. Parece óbvio. Mas ainda não é real. Porque intenção não é comportamento. E é exatamente nesse gap que nascem os novos negócios e mercados.
O futuro não está em vender soluções. Está em criar sistemas que façam as pessoas viverem mais com essas soluções, todos os dias. Quando eu olho para frente, vejo tendências e territórios com potencial para serem reconstruídos. E três deles já estão acontecendo agora:
Começa um novo jogo: gerenciar o corpo antes que ele falhe. A idade deixa de ser cronológica. Passa a ser biológica. É sobre viver melhor, por mais tempo. Mas existe um gap: as pessoas querem envelhecer bem, mas não sustentam o comportamento e a oportunidade está aí.
Assim, está surgindo a necessidade de novos ecossistemas para nutrição e treino com a necessidade de se criar comunidades. Porque ninguém muda sozinho. Mudança real exige conhecimento e estrutura. A nova estética não é mais só visual. É ser funcional ao longo do tempo e perpetuar é a palavra da vez.
Quando comecei, a ideia era simples: beleza de dentro para fora. Hoje, isso só já não basta. O consumidor não quer mais um bom produto. Quer algo que funcione para ele, no corpo dele, na rotina dele e para o DNA dele. Mas a personalização real ainda não chegou da forma correta.
E é exatamente nesse espaço intermediário que estão as maiores oportunidades. Não é sobre lançar mais um produto. É sobre criar sistemas adaptativos nos quais, o produto deixa de ser consumo, e passa a ser companhia. E isso muda completamente a lógica do mercado.
O modelo atual ainda lucra com a doença Health care. Mas isso para mim não faz mais sentido. O futuro está em um sistema onde somos incentivados a cuidar do corpo da mente e gostar de ser monitorado continuamente. O negócio é justamente recompensar o paciente por melhorar. O World Economic Forum aponta o impacto direto do estilo de vida na saúde.
Mas informação não muda comportamento.
Sistema muda.
Incentivo muda.
Estrutura muda.
É aqui que entra o conceito de health score: transformar como você vive em valor real em pontos e dinheiro. Isso não é só saúde. É economia comportamental aplicada à vida. E o que conecta tudo isso é a tecnologia. O diferencial está em como você usa essa tecnologia para criar novos hábitos, novos conceitos e novas formas de viver. Produto não é mais o centro. É só o começo. O que vai importar é o que acontece depois.
Ao longo da minha trajetória, eu aprendi: Quem transforma mercados não começa pelo produto. Começa pela forma de pensar, observando! Foi assim com tudo o que construí. E é assim que eu continuo olhando para o futuro. A pergunta para mim sempre é o que eu posso transformar? E o que vai mudar com isso?
Porque os próximos grandes negócios vão mudar a forma como a gente vive.
E quem entende isso antes…não segue o mercado.
Inventa um novo.