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Primeiro caso de covid-19 no mundo completa dois anos

Ainda que o avanço da vacinação tenha diminuído o número de vidas perdidas, o total de mortos já passa de 5 milhões de pessoas

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A data é fruto de uma investigação. A primeira infecção conhecida da covid-19, a doença do coronavírus SRA-CoV-2, ocorreu no dia 17 de novembro de 2019, de acordo com dados do governo chinês. Tratava-se de uma pessoa de 55 anos da província de Hubei, próximo de Wuhan, foco do primeiro surto.

De lá pra cá, o número de mortes registradas ultrapassou 5 milhões no início de novembro, segundo o contador da Universidade Johns Hopkins — que contabiliza os balanços oficiais diários de cada país.

O Brasil é o segundo país com mais mortes no período, com mais de 607 mil vítimas, ainda segundo dados coletados pela Universidade Johns Hopkins. Os Estados Unidos lideram o ranking com mais de 745 mil óbitos.

A OMS, contudo, alerta que o número é certamente subestimado. Ao tomar como referência o excesso de mortalidade relacionado à doença, o balanço poderia ser até três vezes maior. Um levantamento da revista The Economist indica pelo menos 17 milhões de pessoas.

E, apesar das 7 bilhões de doses de vacinas já administradas, a doença continua a matar milhares de pessoas por dia. Seja porque há escassez de doses, o caso de dezenas de países pobres, ou porque a vacina é temida pela desinformação. Com isso, a transmissão da doença continua, impulsionada especialmente pela mais contagiosa cepa Delta.

Mas, frente às incertezas, muitos países começaram a reabrir suas economias, aliviar as restrições sanitárias e se reengajar com o resto do mundo, optando pela convivência com o vírus. A imunidade conferida pelas vacinas deverá ser posta em teste nos próximos meses durante o inverno do Hemisfério Norte, o primeiro desde que a campanha de imunização deslanchou.

Cada país e, não raramente, cada região dentro de um determinado país, tem um quadro próprio de infecção. Os casos aumentam mesmo em nações com taxas significativas de vacinação, mas as mortes e internações não crescem na mesma proporção.

Atualmente a situação é pior em países onde a campanha de imunização coletiva caminha a passos mais lentos. Com as mortes diárias batendo recorde na Rússia, país com um significativo problema de resistência à vacina. Na Romênia há escassez de leitos de terapia intensiva, enquanto na Letônia o lockdown voltou a ser uma necessidade.

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