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Novo cálculo de expectativa de vida mostra onde as pessoas vivem mais

Com método diferente, estudo indica que Japão não é o país com maior longevidade da população

São Paulo - Uma nova pesquisa publicada na revista científica Population Studies indica que indivíduos nascidos na Austrália e na Suíça são os que vivem por mais tempo, em comparação ao resto do planeta Terra. Segundo pesquisadores da Universidade da Pensilvânia e da Universidade Nacional da Austrália, os japoneses não ocupam mais o posto de população com maior longevidade. A partir de uma análise das expectativas de vida de 15 países diferentes desde a década de 50, todos os anos, os pesquisadores descobriram um modelo que é capaz de prever as taxas de expectativa de vida futuras. O estudo considerou o ano de nascimento dos indivíduos, e não a década em que nasceram. Com isso, a projeção de longevidade muda, uma vez que o país se desenvolve nesse período.

Se baseando nos resultados de seus cálculos, o sociólogo Michel Guillot e o professor Collin F. Payne relataram que os homens australianos possuem uma maior longevidade, se comparados à população masculina do resto do mundo. A intenção da pesquisa foi elaborar um molde de estudo que seja mais preciso. O estudo contraria a análise divulgada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela ONU (Organizações das Nações Unidas) em 2012, que indica o Japão como o país com maior longevidade da sua população – vida longa, em parte, atribuída aos hábitos alimentares dos habitantes.

Segundo o novo estudo, a expectativa de vida para os homens nascidos na Austrália é 74,13 anos, enquanto os suecos - que estão logo abaixo - estão previstos para alcançarem, em sua maioria, 74,02 anos. Já as mulheres suíças estão previstas para viverem, em média, até os 79,03 anos, sendo as que possuem a maior longevidade do planeta. As australianas encontram-se não muito distantes, com uma expectativa de 78,79 anos de idade.

Até o momento, a taxa de mortalidade dos países é calculada utilizando a expectativa de vida útil de um determinado período. Para isso ser possível, os pesquisadores precisam descobrir média de a idade dos nativos de um determinado local quando falecem. Depois de realizado o cálculo, a resposta dele é aplicada para todo o país - caso a idade média seja 75 anos, é dito que todos os nativos que ainda não tenham alcançado essa idade não atingiram a expectativa de vida até o momento. Mas isso não significa que nem todas as pessoas do país terão a mesma expectativa de vida.

De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo novo estudo, o cálculo tradicional não leva em conta o fato de que indivíduos nascidos em diferentes anos viverão em um país diferente, conforme o desenvolvimento local e os eventos que presenciam. Como as circunstâncias são diferentes, elas provavelmente afetarão a saúde de indivíduos nascidos em 2005 e 2015, por exemplo, de maneiras diferentes.

É de se esperar, portanto, que alguém com 55 anos não possua a mesma expectativa de longevidade que alguém na faixa dos 25 anos. É por isso que o novo estudo considera as taxas de mortalidade levando em conta o ano de nascimento, e não uma década toda ou período maior. Esse modelo de cálculo é, muitas vezes, utilizado para entregar uma estimativa melhor das perspectivas de velhice de uma pessoa, já que as taxas de longevidade só podem ser devidamente calculadas a partir do fim de uma geração. Ou seja, para calcular a expectativa de vida da geração dos anos 80 sem falhas, é preciso que todos os nascidos em 1980 já tenham falecido.

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