Cachorro ou teste PCR? Eficácia na identificação de covid-19 é semelhante

Estudo revisado recentemente apontou taxa de eficácia semelhante entre o olfato de cães altamente treinados e os testes RT-PCR na hora de diagnosticar o novo coronavírus

Um estudo revisado recentemente pelo Journal of the American Osteopathic Association reforçou a suspeita da alta eficácia do olfato canino para a identificação de pessoas infectadas com o novo coronavírus. Se treinados, os cachorros podem apresentar taxas de eficácia para identificar o vírus Sars-CoV-2 semelhantes às obtidas em testes RT-PCR.

Cachorros já estão sendo utilizado em alguns países na hora de auxiliar autoridades para apontar possíveis infectados com o novo coronavírus e que estão circulando em espaços públicos, como num aeroporto da Finlândia, por exemplo. A França é outro país que também está utilizando os animais para este propósito.

De acordo com os testes mais recentes, a taxa de acerto foi estimada acima de 83%. Em algumas avaliações, a análise canina foi perfeita, com 100% de eficácia. Estudos anteriores, vale destacar, apontavam que a eficácia do olfato canino para “farejar” o novo coronavírus ultrapassava taxas de 90% e até de 95% de acerto.

“Os cães enxergam o mundo com o nariz e não com os olhos. Por isso são capazes de perceber uma ampla gama de moléculas em concentrações extremamente pequenas”, afirma Tommy Dyckey, um dos responsáveis pelo estudo. Por isso esses animais já são utilizados na identificação de doenças como câncer, por exemplo.

Após uma análise comparativa dos resultados, os pesquisadores notaram que as taxas de acerto do olfato canino eram semelhantes às obtidas em testes RT-PCR, utilizados no diagnóstico da covid-19. De acordo com o estudo, os resultados “são comparáveis ​​ou melhores do que o teste RT-PCR padrão”.

O próximo passo agora é realizar mais estudos para comprovar a eficácia canina no diagnóstico do vírus Sars-CoV-2. Os pesquisadores lembram que ainda não é possível trocar um teste laboratorial pela ação dos cachorros – que precisam ser altamente treinados para identificar doenças.

Ainda assim, é possível prever um futuro em que os animais poderiam ajudar a prevenir a contaminação em escolas, centros de cuidados para idosos, aeroportos e outros locais públicos.

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