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No universo encantador dos vinhos, celebramos com Champagne as grandes vitórias e afogamos as derrotas com a mesma elegância que efervesce em cada borbulha dourada da famosa região francesa. Contudo, em tempos mais comedidos, onde o refinamento não cede espaço à contenção, o Crémant emerge como uma alternativa igualmente sofisticada, mas mais acessível aos paladares apreciadores.

A distinção entre os Champagne e Crémant não é apenas uma questão de borbulhas, mas um mergulho nas aspectos geográficas e econômicas que moldam esses vinhos com bolhas. O Champagne, ápice supremo da região homônima a nordeste de Paris, ostenta a exclusividade de seu terroir calcário e clima frio, onde as célebres uvas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier se manifestam em taças de refinamento inigualável. Contudo, essa preciosidade tem seu preço, refletindo não apenas a complexidade da bebida, mas também o prestígio que sua região de origem confere.

Em contraste, o Crémant emerge como um tesouro espumante mais acessível, embora igualmente cativante, disperso por diversas regiões francesas como Alsácia, Loire, Bordeuax e Borgonha. Aqui, a geografia diversificada encontra-se com uma gama variada de uvas regionais, como Chenin Blanc, Ugni Blanc e Semillon. Esta dispersão geográfica, além de conferir uma diversidade única de sabores, também resulta em um custo mais amigável para o apreciador de borbulhas com qualidade. Se o Champagne é a celebração máxima, o Crémant se revela como uma joia efervescente, democrática e encantadora, pronta para brindar a ocasiões sem perder o brilho de sua origem.

Como são feitos o Champagne e o Crémant

O método de produção desses espumantes é um espetáculo de precisão e tradição. O processo inicia-se com uma colheita minuciosa, onde a escolha das uvas é crucial. No caso do Champagne, as uvas são colhida manualmente, garantindo uma seleção criteriosa. O Crémant, por sua vez, exibe sua diversidade ao permitir uma gama mais ampla de uvas regionais.

Após a colheita, as uvas são prensadas suavemente para extrair o mosto, que passa por uma fermentação inicial para criar o vinho-base. Este vinho-base, muitas vezes seco e ácido, é a tela em branco onde os artistas enólogos começam a pintar a riqueza de sabores e aromas que caracterizam o Champagne. A mescla de diferentes safras e variedades de uvas contribui para a complexidade desejada, criando um perfil único para cada produtor.

O toque mágico do método tradicional começa com a adição de uma mistura chamada licor de tiragem à garrafa, composta por açúcares e leveduras. A garrafa é então selada com uma tampa de metal e colocada em uma posição horizontal para iniciar a segunda fermentação. É aqui que a alquimia acontece: as leveduras transformam os açúcares adicionados em álcool e dióxido de carbono, criando naturalmente as tão desejadas bolhas dentro da garrafa.

Após a segunda fermentação, as garrafas são mantidas por um período de maturação sobre as leveduras. Este processo, conhecido como autólise, é crucial para desenvolver a complexidade aromática e a textura suave do Champagne. As leveduras liberam compostos que contribuem com aromas de pão, brioche e notas de frutas maduras, elevando a bebida a um nível de requinte.

Ao final do período de maturação, as garrafas passam por um processo meticuloso chamado remuage. Neste estágio, as garrafas são giradas e inclinadas para que as leveduras sedimentem no gargalo. O próximo passo, conhecido como dégorgeage, envolve congelar o gargalo da garrafa, retirando o sedimento congelado antes de selar novamente a garrafa

Champagne: das guerras aos brindes

A narrativa do Champagne é uma crônica de resiliência e celebração. A região foi cenário de embates durante as Grandes Guerras, enfrentando adversidades que moldaram sua trajetória. Desde a associação com a realeza francesa até os brindes nos momentos mais triunfantes, o Champagne tornou-se emblema de elegância e comemoração.

A icônica Dom Pérignon, monge beneditino, é frequentemente associado à criação do Champagne. No entanto, seu papel é mais lendário do que factual, pois a efervescência naturalmente presente nos vinhos era inicialmente indesejada pelos produtores. Foi somente no século XVII que as técnicas foram refinadas, transformando as bolhas indesejadas em motivo de celebração.

Ao explorar as nuances entre Champagne e Crémant, descobrimos um universo de complexidade e sofisticação. Seja celebrando vitórias efusivas ou navegando por tempos mais comedidos, ambos os espumantes oferecem uma experiência única. Enquanto o Champagne permanece como o ícone do luxo, o Crémant emerge como uma alternativa encantadora, permitindo que todos possam saborear a efervescência da vida. Brindemos à diversidade, onde cada borbulha conta uma história única, envolta em elegância e tradição.

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