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5 lições de liderança para aprender com as atletas da Olimpíada de 2020

Pela primeira vez, 49% dos atletas participantes dos Jogos Olímpicos são mulheres, sendo esta a primeira edição com equilíbrio de gênero na história

Os Jogos Olímpicos de Tóquio terminaram neste final de semana e são históricos, não apenas pelos desafios da pandemia mas também pela maior diversidade entre os atletas.

Pela primeira vez, 49% dos atletas participantes são mulheres, sendo esta a primeira edição com equilíbrio de gênero na história. De acordo com o Comitê Olímpico Internacional (COI), todos os comitês tiveram pela primeira vez pelo menos uma mulher entre os atletas de sua delegação.

As atletas iniciaram conversas importantes durante os Jogos sobre superação, saúde mental e desigualdade. Além das lições da ginasta americana Simone Biles sobre saúde mental e autocuidado, aqui estão cinco lições de liderança que as mulheres da Olimpíada de 2020 nos ensinaram durante os jogos:

1. Seja a primeira

As mulheres na Olimpíada de 2020 conquistaram medalhas inéditas. A corredora Jasmine Camacho-Quinn ganhou o primeiro ouro e primeira medalha porto-riquenha no atletismo em Olimpíadas ao vencer a prova dos 100 m com barreiras. Foram 12 segundos e 37 centésimos memoráveis para Porto Rico.

Hidilyn Diaz, levantadora de peso, ganhou a primeira medalha de ouro das Filipinas desde que começou a enviar uma delegação aos Jogos, em 1924.

Como recompensa por sua conquista considerada histórica, Diaz receberá um prêmio de 33 milhões de pesos filipinos, o equivalente a US$ 600.000 da Comissão Esportiva das Filipinas e de empresários do país. Também foram oferecidas a ela duas casas e voos grátis para toda a vida, de acordo com relatos.

A brasileira Beatriz Ferreira levou a medalha de prata na categoria leve do boxe e fez o melhor resultado do boxe feminino brasileiro na história das Olimpíadas, superando o bronze de Adriana Araújo em Londres-2012.

2. Idade não te define

A faixa etária das mulheres atletas em Tóquio pode surpreendê-lo. Entre os atletas mais jovens competindo está Hend Zaza, de 12 anos, da Síria, que disputa tênis de mesa. A skatista brasileira Rayssa Leal também está entre as atletas mais jovens e ganhou a medalha de prata na estreia do stake street na Olimpíada.

Rayssa Leal

A atleta olímpica mais velha é Mary Hanna, uma equestre australiana de 66 anos. Sete atletas na faixa dos 30 e 40 anos, incluindo três mulheres, estão fazendo sua estreia olímpica nos Jogos de 2020.

Flora Duffy, das Bermudas, faturou o ouro na prova de triatlon. A atleta de 33 anos conquistou a primeira medalha de ouro do arquipélago na história das Olimpíadas.

 

 

3. Mude as regras

A seleção feminina de handebol de praia da Noruega foi multada por não aceitar usar um uniforme que trazia um top e biquíni. No lugar, as atletas optaram por usar shorts em um jogo no último fim de semana, alegando que o uniforme estabelecido pela federação deixava partes de seus corpos expostas.

A equipe alemã de ginástica feminina competiu em macacões de corpo inteiro para protestar contra a “sexualização” das atletas na ginástica.

Ginastas da Alemanha durante os Jogos de Tóquio

4. Faça a sua própria trajetória

Ter pais com a mesma profissão que você pode ser um incentivo ou um peso. As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze ganharam a medalha de ouro na classe 49erFX da vela na Olimpíada de 2020.

Para repetirem o feito alcançado nos Jogos do Rio, em 2016, ficaram na terceira posição na medal race, realizada na Baía de Enoshima. Isso, inclusive, faz Martine igualar o seu pai, Torben Grael, que também é bicampeão olímpico.

5. Empatia importa

A triatleta Lotte Miller, da Noruega, foi filmada consolando a belga Claire Michel, que terminou a prova em último lugar e foi vista chorando. Em uma conversa, Miller disse a Michel: “Você é uma lutadora. Este é o espírito olímpico e você tem 100% ”, relatou a Associated Press.

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