Carreira

Trabalhadores de TI terão reajuste salarial de 7,5%

Entre reivindicações também está proposta de Participação em Lucros e Resultados (PLR), vale refeição de 15 reais e aumento de 8% para os pisos salariais


	TI: em fevereiro, mais de 800 trabalhadores da categoria aprovaram a paralisação
 (Getty Images/Getty Images)

TI: em fevereiro, mais de 800 trabalhadores da categoria aprovaram a paralisação (Getty Images/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 30 de junho de 2014 às 20h21.

São Paulo - O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou nessa segunda-feira o dissídio de 7,5% para os trabalhadores da categoria de TI do estado de São Paulo.

Dentre as principais exigências do sindicato atendidas estão o reajuste salarial, a obrigatoriedade de apresentação de proposta de Participação em Lucros e Resultados (PLR), vale refeição de 15 reais e aumento de 8% para os pisos salariais.

As conquistas são retroativas a 1° de janeiro, data base da categoria. As empresas ainda ficam obrigadas a pagar o dia de greve dos trabalhadores e a estabilidade de 90 dias após o julgamento do dissídio para os funcionários é garantida.

Histórico das negociações

A negociação dos aumentos passou por cinco rodadas até a suspensão de novas reuniões por falta de acordo, pois o sindicato patronal havia determinado que não iria oferecer ajuste maior do que 6,5%, índice considerado baixo pelo Sindpd (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo).

Em 21 de fevereiro desse ano, mais de 800 trabalhadores de tecnologia da informação aprovaram a paralisação da categoria, que atingiu grande parte do setor.

A medida foi decidida durante assembleia realizada em 15 de fevereiro, em que os trabalhadores decretaram greve e ingresso de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho.

O Sindpd, que esteve nas principais empresas com sede na capital e no interior, garantiu que o contingente mínimo de trabalhadores fossem mantidos nas companhias, como determina a Lei de Greve.

No mesmo dia da greve, foi realizada uma audiência de conciliação marcada pelo Tribunal Regional do Trabalho, porém sem acordo entre o Sindpd e o Seprosp, fazendo com que o dissídio coletivo fosse encaminhado para julgamento.

Por solicitação do Tribunal e do Ministério Público do Trabalho, as paralisações foram suspendidas até a resolução, mantendo-se o estado de greve, o que garantiu a estabilidade de emprego dos funcionários.

Acompanhe tudo sobre:Salárioscarreira-e-salariosTecnologia da informaçãoMercado de trabalho

Mais de Carreira

Você sabe como comunicar erros sem perder credibilidade? Essas dicas valem ouro para profissionais

Três ajustes no onboarding que salvam as contratações rápidas e reduzem rotatividade de funcionários

‘Mudança exige repertório’: diretora financeira na Meta fala sobre liderança em meio à transformação

Recrutamento qualificado vira resposta para pressão por receita, eficiência e controle de custos