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Como funciona o recrutamento do futuro? Veja como se destacar

Segundo pesquisa da Harvard Business School, 27 milhões de trabalhadores nos EUA estão sendo "escondidos" pelos algoritmos

Humano e robô no trabalho: os robôs são enviesados? (nadia_bormotova/Getty Images)

Humano e robô no trabalho: os robôs são enviesados? (nadia_bormotova/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 23 de dezembro de 2021 às 08h00.

Última atualização em 27 de dezembro de 2021 às 11h14.

Por Vitor Soares, do Na Prática

Publicada em Setembro de 2021, uma pesquisa da Harvard Business School (HBS) revelou um dado alarmante sobre o cenário de contratações mundo afora. Segundo os cientistas, cerca de 27 milhões de trabalhadores estadunidenses estão ocultos no mercado de trabalho.

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O motivo? Os novos algoritmos de recrutamento, que, segundo os pesquisadores, escondem alguns profissionais ao fazerem suas buscas pelo melhor candidato possível.

No caso das profissões de nível médio, o caso fica ainda mais grave. Para essa parcela da população, encontrar trabalho na pandemia, quando tudo foi online, ficou mais difícil para 54% dos candidatos.

Mas por que isso ocorre? Os robôs são enviesados? Ou o problema está nas companhias?

Para tentar responder a essa questão, o Na Prática conversou com Camila Fares, especialista em recrutamento e seleção, que nos explicou como os algoritmos funcionam e quais são as dicas para ir bem nas seleções. Confira!

Como funcionam as contratações via algoritmo?

Algo importante sobre os algoritmos, segundo Camila, é que eles não devem excluir etapas presenciais de contratações, na maioria das funções, no longo prazo. Para ela, algumas hard skills e mesmo algumas soft skills podem ser melhor avaliadas com o “bom e velho olho no olho”.

Por isso, na avaliação da especialista, os processos seletivos tendem a ser híbridos como regra em algum momento.

Ainda assim, ela diz que o filtro inicial deve permanecer online e feito através de programas de computador que utilizam inteligência artificial. Com eles, o trabalho de avaliar milhares, às vezes milhões de currículos, fica muito mais fácil.

O que esses programas fazem, porém, é encontrar o perfil ideal entre os candidatos através da configuração do programa de filtragem com um conjunto de palavras-chaves escolhidas por quem faz as seleções.

Ou seja: o recrutadores escolhem as palavras-chaves que definem melhor o profissional ideal e o programa retorna uma lista de currículos que mais se aproximam do ideal.

Camila assume, porém, que a contratação de pessoas de níveis menores de instrução fica prejudicada, já que a formulação de currículos por parte dessas pessoas não atende às diretrizes de busca das palavras-chaves.

Todavia, a especialista diz que o problema não está nos robôs e que eles não têm viés algum. Ao contrário, eles dependem do que as pessoas por trás da seleção configuram em suas ferramentas de filtragem.

A opinião dela vai de encontro ao que diz a pesquisa da HBS. Segundo o artigo, os profissionais que ficam ocultos, e que não são vistos pelas empresas, ficam nessa condição devido a “práticas de gerenciamento de longa-data e amplamente difundidos.”

Como se destacar nos processos seletivos que usam algoritmos?

Na visão de Camila, a principal arma para candidatos em processos seletivos de hoje em dia é estudar as descrições das vagas, analisando requisitos e habilidades necessárias para a vaga.

Ao fazer  esse estudo, Camila explica, será possível elaborar um currículo que descreva experiências e habilidades conforme o tom de voz da empresa com vaga aberta. Assim, o candidato poderá ser encontrado pelo algoritmo dos robôs com muito mais facilidade.

A dica serve não só para o currículo comum, mas também para o LinkedIn, que também é um campo de pesquisa para os robôs e que também precisam estar configurados com as melhores palavras-chaves em uso pelos recrutadores.

Nessa toada, currículos modernos, em vídeo, áudio e outros, podem ser prejudicados, já que os robôs estão em busca de palavras-chaves escritas e que tornam o currículo tradicional preponderante.

"Como vai funcionar o recrutamento do futuro, segundo esta especialista" foi originalmente publicado pelo portal Estudar Fora da Fundação Estudar.

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