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As incubadoras são um porto seguro para o novo empreendedor

As 384 incubadoras brasileiras assessoram os novos empreendedores ao organizar a gestão, melhorar o planejamento financeiro e preparar o empreendimento para o voo solo

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	40% das incubadoras se dedicam a empresas de tecnologia
 (AFP)

40% das incubadoras se dedicam a empresas de tecnologia (AFP)

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Adriana Carvalho, Wellington Miyazaki

Publicado em 13 de março de 2013 às, 19h47.

São Paulo - Se você já fez o plano de negócios, tem parte dos recursos para iniciar um negócio, mas falta coragem para seguir adiante, uma saída é procurar uma incubadora. Existem hoje no Brasil 384 delas. Para ter o projeto aceito é preciso passar por uma seleção que considera, principalmente, a viabilidade do negócio e a competência do empreendedor. Entrar numa incubadora significa melhorar a taxa de sucesso do negócio.

Isso porque durante dois ou três anos o empreendedor aprende a usar ferramentas de marketing, elaborar patentes de produtos, redigir contratos jurídicos, selecionar e reter talentos e atrair investimentos. Os índices de sobrevivência das empresas incubadas mostram que a experiência vale a pena.

O Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), que funciona na Universidade de São Paulo, já formou 106 empresas desde sua fundação, em 1998. Três anos após a graduação, 90% delas continuaram no mercado. Com cinco anos de estrada, 75% permaneceram abertas — índice quatro vezes maior do que o das não incubadas.

No Instituto Gênesis, da PUC do Rio de Janeiro, os números são semelhantes: 90% dos 58 novos negócios que passaram por lá desde 1997 estão no mercado até hoje. O foco principal das incubadoras são as empresas de tecnologia: 40% delas se dedicam a esse perfil. "Os empreendimentos de tecnologia dão retorno mais rápido", diz Priscila Perillier O’Reilly de Araujo Castro, gerente executiva do Gênesis. 

O engenheiro de automação catarinense João Bernartt, de 32 anos, conseguiu colocar sua empresa, a Chaordic, de pé depois de passar dois anos na incubadora Celta, fundada em 1986, em Florianópolis. Até 2006, João trabalhava como coordenador de pesquisa e desenvolvimento na Fundação Certi, que cria soluções de tecnologia para a iniciativa privada e para o governo. Ele já pensava em abrir o próprio negócio, mas não tinha um projeto.

A oportunidade veio com o concurso Netflix Prize, que daria 1 milhão de dólares para quem conseguisse um sistema de recomendação de filmes online 10% mais preciso que o da empresa. João e um grupo de colegas se inscreveram e alcançaram 6% de melhoria e o segundo melhor tempo entre as 42.000 equipes participantes.

"Foi quando decidimos transformar os nossos algoritmos num produto", diz. Eles não ganharam a competição, mas montaram o negócio. João levantou 1 milhão de reais por meio de instituições como Finep, CNPq e Sebrae. Com o dinheiro e o plano de negócios em mãos, ele e o sócio foram atrás da incubadora Celta. Hoje a Chaordic tem 60 colaboradores e, em dois meses, deve mudar para uma nova sede, com 900 metros quadrados.

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