O que Anitta, Beyoncé e David Bowie têm em comum além da música
Redação Exame
Publicado em 30 de junho de 2026 às 07h00.
No cenário musical, nomes como Anitta, Beyoncé e David Bowie compartilham uma estratégia que transcende os palcos: o uso de alter egos. A cantora brasileira transita entre Larissa, sua identidade real voltada aos bastidores e à gestão de negócios, e Anitta, a voz que conquistou o pop nacional e internacional.
Assim como Sasha Fierce permitiu que Beyoncé dominasse os palcos no início da carreira solo, enquanto Ziggy Stardust – uma persona de estrela do rock alienígena – redefiniu a trajetória de Bowie ao consolidá-lo como um ícone de inovação visual e musical nos anos 1970.
O mecanismo psicológico também pode ser aplicado ao ambiente corporativo e ao cotidiano para gerenciar a ansiedade. A psicoterapeuta Amy Morin, em análise publicada no portal CNBC Make It, esclarece que a adoção de uma persona serve como uma ferramenta de autorreconhecimento e proteção.
Segundo a especialista, a prática se baseia no "autodistanciamento", um conceito que consiste em criar um espaço entre o indivíduo e os próprios pensamentos ansiosos, o que permite maior foco na execução de tarefas sob pressão.
Desenvolva técnicas de autogestão emocional para agir com mais clareza em momentos decisivos. Acesse o curso gratuito do Na PráticaA psicóloga explica que usar um codinome ou personagem muda a maneira como o cérebro reage durante momentos de estresse.
Quando o profissional cria um personagem e se distancia de si mesmo, a atividade cerebral sai das áreas da reatividade emocional (que causam medo de julgamento e nervosismo) e vai direto para o córtex pré-frontal. Essa região controla o pensamento lógico, o planejamento e a tomada de decisões.
Em outras palavras, essa mudança reduz os pensamentos intrusivos e impede que a preocupação com erros tire o foco do trabalho. Segundo a especialista, essa é uma estratégia que funciona melhor do que tentar se convencer a não ficar nervoso.
A criação de um alter ego não é uma falsificação da identidade ou fuga da realidade. reforçar as habilidades e qualidades que a própria pessoa já tem, mas que acabam escondidas pela insegurança ou pelo medo de não ser bom o suficiente.
A indicação da psicoterapeuta é usar o método em situações que exigem alta performance, como falar em público ou ao palestrar, reuniões decisivas ou negociações de aumentos e promoções.
Para quem quer aprofundar esse repertório, o Na Prática oferece o curso gratuito Inteligência Emocional, com foco em técnicas para lidar melhor com pressão, frustrações, conflitos e tomadas de decisão no trabalho.
A formação é online, tem 6 horas de conteúdo, certificado e atividades práticas para aplicar os aprendizados no cotidiano profissional. A proposta é ajudar o aluno a desenvolver autogestão, empatia e capacidade de leitura do ambiente – competências cada vez mais associadas à alta performance.