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Na Nestlé, agora todo dia é dia de levar o pet ao trabalho; veja fotos

Com portas abertas para funcionários e seus pets, a Nestlé criou um benefício irresistível para a volta ao escritório
Pets at Work: depois de trabalhar todo dia com os pets no home office, os funcionários agora podem trazê-los para o escritório (Divulgação/Carol Sperandio/Nestlé)
Pets at Work: depois de trabalhar todo dia com os pets no home office, os funcionários agora podem trazê-los para o escritório (Divulgação/Carol Sperandio/Nestlé)
Por Luísa GranatoPublicado em 10/05/2022 16:05 | Última atualização em 13/05/2022 10:53Tempo de Leitura: 7 min de leitura

Chegou a hora de voltar ao trabalho presencial e seu pet vai ficar sozinho em casa? Na Nestlé, o mundo do trabalho flexível não vai ser apenas para os funcionários.

A partir de hoje, as portas do escritório estão permanentemente abertas para seus animais de estimação — com direito a crachá e tudo.

“Nossa política pode ser de 60% de tempo no escritório e 40% em casa, mas não tem como explicar isso para o seu pet”, diz Enrique Rueda, vice-presidente de recursos humanos da Nestlé Brasil.

Crachás no Pet at Work da Nestlé Purina

Crachás no Pet at Work da Nestlé Purina (Carol Sperandio/Nestlé/Divulgação)

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Segundo o executivo, o modelo mais flexível de trabalho deve incluir os aprendizados adquiridos ao longo do período da pandemia e ir além apenas do local onde o trabalho é realizado.

E, se levamos o trabalho para casa, nada mais justo do que levar um pouco de casa para o escritório.

A ideia foi ampliar o programa Pets at Work, uma iniciativa que já existia na empresa, mas que ocorria em datas pontuais. Em seis edições que ocorreram antes de 2020, a sede da Nestlé Brasil recebeu mais de 500 pets.

(Carol Sperandio/Nestlé/Divulgação)

Antes da pandemia, o home office era encarado também como um benefício pontual dentro das empresas, com um ou dois dias na semana ou que alguns funcionários poderiam acessar. Agora, passou a se tornar parte do modelo de trabalho.

O vice-presidente acredita que a oferta de benefícios alinhados com o propósito da empresa de nutrição e bem-estar ajuda na retenção de talentos. E esses benefícios não podem deixar de acompanhar as transformações do mercado.

Da mesma forma que o home office se integrou ao modelo de trabalho, benefícios mais casuais e pelo bem-estar dos funcionários, como o pet day, devem ganhar força nesse novo momento.

“A gente sabe hoje que os pets são parte da família. Trazê-los para dentro da empresa é uma continuidade das transformações. O bem-estar que o pet proporcionou para seu tutor em casa vai ter continuidade no retorno”, diz Renata Scaf Silveira, gerente de informação veterinária da Nestlé Brasil.

Segundo pesquisa Radar Pet 2021, o número de animais de estimação nos lares brasileiros cresceu 30% durante a pandemia. E tanto os pets quanto seus tutores se acostumaram a trabalhar juntos em casa.

Crachá da pug Frida, na sede da Nestlé em São Paulo

Crachá da pug Frida, na sede da Nestlé em São Paulo (Luísa Granato/Exame)

Pet chega ao escritório da Nestlé para um dia de trabalho

Belinha chegando ao escritório da Nestlé para um dia de trabalho (Luísa Granato/Exame)

A gerente destaca que animais já são usados em terapias e dentro de hospitais. Agora, os benefícios positivos da relação entre pets e seus humanos podem se estender para o ambiente de trabalho.

“Temos um estudo nosso do Pet Care Center, nos Estados Unidos, que mostra que acariciar um pet acalma os batimentos cardíacos. Ou seja, existe de fato um benefício físico além do emocional”.

E há um outro benefício importante: tornar o trabalho presencial mais atrativo. O retorno ao escritório em meio a transformações no mundo do trabalho é desafiador. E, para Rueda, a presença dos pets ajuda a quebrar o gelo e promover conexão entre as pessoas.

Ao andar pelo escritório no primeiro pet day de muitos na Nestlé, é possível ouvir diversos latidos no meio de rodas de funcionários conversando e bebendo um café (com desenho de patas na espuma).

Chegando ao escritório da Nestlé, em São Paulo

Chegando ao escritório da Nestlé, em São Paulo (Carol Sperandio/Nestlé/Divulgação)

Chegando ao escritório da Nestlé, em São Paulo

Chegando ao escritório da Nestlé, em São Paulo (Carol Sperandio/Nestlé/Divulgação)

Funcionários (e um pet) no escritório da Nestlé em São Paulo

Funcionários (e um pet) no escritório da Nestlé em São Paulo (Luísa Granato/Exame)

Como criar a sede pet friendly

Agora, para receber cães e gatos no escritório todos os dias, o escritório precisou se tornar mais “pet friendly”.

Foram cerca de seis meses de conversas e planejamento junto ao condomínio onde se situa a sede em São Paulo para ter todas as adequações de infraestrutura e sanitárias para o programa. No entanto, a ideia inicial do programa começou há mais de um ano.

“Somos a primeira sede pet friendly da América Latina”, diz a executiva. “Ter um espaço dentro de um condomínio corporativo voltado para os pets é disruptivo”.

Primeiro, o andar de Nestlé Purina, a unidade de cuidados com os animais da empresa, se tornou o anfitrião para os pets. O local tem uma área de convivência e é ideal para que funcionários e seus pets trabalhem juntos.

Depois, o lado externo ganhou uma área reservada com gramado e cercado para que os cães e seus tutores possam passear e ter um momento de descompressão.

Uma área externa apenas para gatos ainda será construída e há planos para reservar salas de reunião específicas para que os felinos fiquem mais tranquilos.

Para acessar o prédio, há um alinhamento com outras empresas do condomínio, foram colocadas sinalizações no chão e os elevadores foram adaptados. Para os pets não se estranharem no espaço fechado, a regra é que um deve sair do elevador antes do outro entrar.

Funcionária e sua cadela em inauguração da área externa para pet na sede da Nestlé em São Paulo

Funcionária e sua cadela em inauguração da área externa para pets na sede da Nestlé em São Paulo (Luísa Granato/Exame)

Funcionária e seu cachorro em inauguração da área externa para pet na sede da Nestlé em São Paulo

Funcionária e seu cachorro em inauguração da área externa para pets na sede da Nestlé em São Paulo (Luísa Granato/Exame)

E não é apenas levar o animal para o escritório: com a ajuda das veterinárias da companhia, os bichinhos precisam ser cadastrados e têm uma ficha que certifica que não há riscos para a convivência com os outros animais. Uma garantia necessária para ir ao trabalho, por exemplo, é mostrar que a vacinação está em dia.

Para manter a ordem, os tutores devem garantir que os pets estejam com suas coleiras o tempo todo e providenciar os brinquedos e alimentação. Cuidados com higiene também são responsabilidade do dono do bichano.

Além disso, a empresa não deixa de lado os funcionários que não podem ou não querem ter contato com os animais. Alguns andares serão abertos para a convivência com os pets e outros serão mais restritos, como o andar reservado para reuniões e trabalho com foco e em silêncio.

Essa acomodação vai de acordo com o novo modelo flexível da empresa. Embora o escritório, inaugurado em 2019, não tenha passado por reformas após a pandemia, ele já é adaptado para as diferentes necessidades que surgiram com o trabalho híbrido e remoto.

“Se quer trabalhar na Nestlé, você não tem de restringir sua relação com seu cachorro. Se não gosta, também não tem problema. Queremos criar um ambiente diversos e incluso para todos. O principal é que aqui você possa ser quem você é. Se gosta ou não de cachorros. Se gosta de barulho ou não, se prefere trabalhar em conjunto ou sozinho”, diz Rueda.

Pet at Work da Nestlé Purina

Pets at Work da Nestlé Purina (Carol Sperandio/Nestlé/Divulgação)

Pet at Work da Nestlé Purina

Pets at Work da Nestlé Purina (Carol Sperandio/Nestlé/Divulgação)