Muito mais que salário: por que Educação Corporativa não é mais questão de escolha para empresas

Aprendizado constante e compartilhado é sobre posicionamento estratégico para mundo em constante mudança
Educação corporativa: UC são programas estruturados e adaptáveis às necessidades do mercado como chave para o investimento em capital humano (alvarez/Getty Images)
Educação corporativa: UC são programas estruturados e adaptáveis às necessidades do mercado como chave para o investimento em capital humano (alvarez/Getty Images)
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Da Redação

Publicado em 21/07/2022 às 16:28.

Última atualização em 21/07/2022 às 16:33.

Você ouviu, quando jovem, que era preciso estudar. Fez faculdade e, bem, não bastou. Era vital continuar aprendendo. Ouviu também que era necessário um bom emprego, o conquistou e atingiu metas, mas com o tempo, elas mudaram e era fundamental mais conhecimento para alcançá-las. Quem sabe, tenha aberto um negócio próprio e angariado clientes, mas a manutenção desses leads se tornou um desafio para além da tecnologia. Foi exigido, mais uma vez, aprender.

Em todas essas experiências existe algo comum: manter-se em movimento e constante aprendizado. Uma imposição do que o antropólogo e futurologista norte-americano Jamais Cascio chamou de mundo B.A.N.I.: frágil, ansioso, não-linear e incompreensível. Neste contexto de mudanças aceleradas, é preciso ser flexível, resiliente e estar disposto a aprender a aprender de forma obstinada.

Essa dinâmica é uma responsabilidade do profissional? Sim, mas não só e as empresas têm compreendido essa necessidade. Em 2016, segundo pesquisa da consultoria Deloitte, já havia um crescimento de 42% no número de organizações com equipes dedicadas a educação empresarial e de 14% para o que se convencionou chamar de Universidades Corporativas. Isso, em um período de apenas dois anos.

Futuro, presente

Há formas diversas de aplicar o ensino para (re)qualificação profissional em uma empresa, uma forma eficaz é a Universidade Corporativa (UC): são programas estruturados e adaptáveis às necessidades do mercado como chave para o investimento em capital humano, o ativo essencial para o sucesso e a longevidade de um negócio.

Assim, incluir um programa de ensino na organização trata-se de estratégia, ou seja, investir em aperfeiçoar o conhecimento dos colaboradores para que a evolução desses profissionais traga benefícios para a empresa. Coisa que a EXAME Academy faz com excelência. A plataforma de cursos digitais da EXAME ofereceprogramas de Educação Corporativacom conteúdos personalizados e eficientes para o aprendizado da sua equipe e desenvolvimento do seu negócio.Clique aqui para saber mais e fazer um diagnóstico gratuito para a sua empresa

Eles vão servir para acelerar os resultados através de um time mais engajado no propósito e com ambiente de trabalho proativo. O foco também é dado ao desenvolvimento de boas práticas de gestão – como ESG - e competências críticas e estratégicas, que visam não só o lucro da organização a curto prazo, mas a formação e retenção de profissionais. A lógica é: colaboradores mais satisfeitos e capazes são, também, mais comprometidos com uma busca comum pela excelência e pelo sucesso.

Isso tudo parece muito bom, mas será uma realidade ainda distante? A Deloitte discorda. O relatório sobre as tendências globais de capital humano de 2021, feito pela consultoria, indica que os desafios impostos pela pandemia de covid-19 devem servir para reformular de maneira mais intensa como o trabalho é feito.

Um dos insights pontua que “as organizações devem fazer uma mudança fundamental de mentalidade: do foco da sobrevivência para a prosperidade”. Tal demanda pode ser realizada por meio da otimização do potencial humano, elemento fundamental de toda a cadeia geradora de riquezas, combinado às inovações tecnológicas.

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Cenário brasileiro da educação corporativa

No Brasil, o investimento em Educação Corporativa vêm ganhando espaço na última década, mas ainda se concentra majoritariamente em empresas de grande porte. Em comparação com os Estados Unidos, dedicam – em média - 17 horas a menos de treinamento por colaborador. Aqui são 19; lá, 36 horas.

Este dado faz parte de uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), que levou em conta o biênio 2020-21. O relatório também aponta que parte dos investimentos em capacitação ainda estão concentrados nos líderes: 25% para alta liderança e 30% para os cargos de gerência e supervisão; sobrando 45% das verbas para não-líderes.

Nesta última fatia, as áreas Industriais e de Operação (produção, produção de core business, prestação de serviços atividade-fim, logística, manutenção etc.) têm na Administração Pública a maior concentração de investimento. Enquanto no segmento Comercial o enfoque é para treinamentos sobre venda, assistência e pós-venda; e para o de Serviços a primazia é de cursos com vieses administrativos.

Um pouco de história

Um artigo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) traz um pouco do histórico da aprendizagem dentro das organizações, que remonta o final do século 19. Porém, a primeira Universidade Corporativa só foi fundada em 1955, na norte-americana General Eletric.

Antes, nos anos 1920, porém, a General Motors já havia instalado uma escola noturna para o treinamento de seus funcionários. Essa iniciativa longeva, em um primeiro momento, oferecia treinamentos técnicos para “operários executores” e ajudou a fazer da GM uma gigante do mercado automobilístico. Em 1982, o General Motors Institut (GMI) se tornaria uma instituição independente que, 13 anos mais tarde, ganharia o novo nome de Kettering University.

Os anos 80, aliás, é quando o interesse pela Universidade Corporativa como estratégia de gerenciamento para o desenvolvimento de profissionais é alavancada, principalmente nos EUA. No Brasil, o conceito desembarcaria na década seguinte.

Educação Corporativa, por que implementar?

A Educação Corporativa faz parte de um modelo de Gestão Empresarial, que cria um ambiente - físico ou virtual - vinculado à empresa ou atrelado a uma instituição pública para oferecer cursos de aperfeiçoamento. A meta é estruturar uma cultura contínua de evolução dos colaboradores e gestores, de forma integrada, como parte do DNA organizacional.

Entre os temas abordados pelo programa de Educação Corporativa da EXAME Academy estão vendas, ESG, soft e hard skills, liderança e finanças.

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