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Fisioterapeuta: conheça a profissão que cresceu 725% na pandemia

E a demanda pelos profissionais deve continuar no futuro, segundo a coordenadora do curso de graduação de Fisioterapia do Albert Einstein

Com a pandemia, a busca por profissionais da saúde teve um crescimento de até 725% em relação com 2019, segundo dados de vagas da Catho. E um tipo de profissional mais se destacou na área: o fisioterapeuta.

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No último ano, a procura por fisioterapeuta hospitalar e respiratório subiu 725% e 716%, respectivamente. De acordo com Karina Timenetsky, coordenadora do curso de graduação de Fisioterapia da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, a profissão deve continuar em alta mesmo após a pandemia.

No relatório do início de 2020 do Fórum Econômico Mundial, a terapia física e a terapia respiratória foram indicadas como carreiras promissoras no futuro.

“Antes da pandemia, havia um aumento na demanda considerando o envelhecimento da população. Na busca por prevenção ou promoção de saúde, e na prática de atividades físicas por si só, houve um aumento da procura pelos profissionais. Mesmo após a pandemia, ainda teremos um crescimento da profissão”, comenta a coordenadora.

Por esse motivo, a instituição de ensino ligada ao hospital Albert Einstein está abrindo pela primeira uma turma de graduação da área. Antes a faculdade oferecia especializações na pós-graduação, mas atualizou sua grade para acompanhar a demanda pela formação.

Além disso, o papel do fisioterapeuta sempre foi visto como limitado ao auxílio de atletas e na recuperação física. Porém a pandemia tornou evidente a pluralidade de serviços essenciais de saúde que esse especialista pode prestar.

“O fisioterapeuta pode atender diversas áreas, desde a clínica, onde entra a esportiva, ortopedia, neurologia, cardiorrespiratória e uroginecologia, até o que as pessoas menos conhecem, como o atendimento de saúde da família dentro do SUS. Eles também atuam na saúde do trabalhador, com ergonomia e evitando lesões relacionadas ao trabalho”, explica Timenetsky.

E a atuação que ficou mais em evidência com a crise da covid-19, uma doença que afeta o sistema respiratório, foi no ambiente hospitalar: o fisioterapeuta pode auxiliar tanto o pronto atendimento quanto na recuperação de pacientes.

“Tem uma diversidade de áreas para ajudar. Atender na porta de entrada do hospital pode parecer inusitado para muitas pessoas, mas cresceu muito o suporte da parte respiratória na entrada de pacientes. Eles podem agir em caso de paradas cardíacas ou em cirurgias. Na recuperação, eles atuam com a ortopedia, reabilitação ou pacientes neurológicos”, diz.

Para entrar na profissão, a coordenadora fala que com a graduação de cinco anos já é possível atuar em quase todas as frentes como generalista. E a pós-graduação pode servir depois para avançar em áreas específicas ou seguir carreira na área acadêmica.

“Para quem quiser atuar na área administrativa e em empresas, existe MBA na área. E na nossa graduação já temos disciplinas para trazer ao aluno uma visão de gestão”, conta ela.

Para entrar no novo curso de graduação, os candidatos podem fazer o vestibular da faculdade ou utilizar a nota do ENEM. A mensalidade para 2022 será de R$ 2.074,00 (em 12 parcelas por ano). Serão 60 vagas para cada turma e os estudantes têm a opção de bolsas de estudo com o programa de monitoria remunerada.

Segundo a coordenadora, o curso foi pensando já com inovações no currículo como a metodologia de aprendizado em grupo (Team Based Learning) e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais com atividades no Centro de Simulação Realística e estudo de casos, incluindo os de Covid-19.

“Um dos diferenciais que vamos trazer aos alunos é criar uma visão crítica da literatura científica desde o início. Também queremos estimular o aluno a pensar em inovação para que eles tenham um olhar para criar formas diferentes de melhorar o atendimento do paciente ou pensar em equipamentos para aprimorar a reabilitação, por exemplo”, comenta ela.

 

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