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Por Leonardo Mack* 

Ano novo, vida nova? Não no mercado de tecnologia. Em 2023, continua a onda de corte de gastos com desligamentos em massa, suspensão temporária de contratos de trabalho e cancelamento de vagas. Isso vem ocorrendo, pasmem, até com plataformas de educação financeira! Acontece que, ao não encontrarem novos investidores, essas startups e empresas precisam controlar a queima de caixa e ter a rentabilidade como objetivo principal. 

Passar por crises, ainda mais quando envolvem demissões, é um momento muito delicado. E que acaba causando medo em muitas pessoas que trabalham ou desejam trabalhar no setor neste ano. Porém, avaliando o mercado, percebo que, se em um lado há a crise, em outro há oportunidades e expansões. Por exemplo, aqui, na uCondo, desde a nossa fundação em 2015, focamos em estruturar uma gestão sustentável, com muito cuidado para não acelerarmos o crescimento e, depois, desacelerarmos com rapidez. Atualmente, abrimos novas vagas nas áreas de: Desenvolvimento de Software (Programação e Produto), Finanças, Atendimento ao Cliente, Vendas e Marketing. E temos a expectativa de abrir mais 100 até o fim do ano. 

Além disso, outro ponto importante no mercado de trabalho de tecnologia é a saúde mental e a qualidade de vida. Enquanto muitos profissionais buscam uma nova posição, desde a pandemia ganhou força um movimento de desligamentos voluntários (mesmo em período de crise econômica), conhecido como a Grande Renúncia. O movimento global é mais forte nos EUA, na Inglaterra e no Brasil. Aqui, chegamos a 2,9 milhões de pedidos de demissão de trabalhadores com carteira assinada em apenas cinco meses, de janeiro a maio de 2022, segundo o levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) com dados do Ministério do Trabalho. 

Parece um paradoxo, visto os 9,5 milhões de desempregados que temos no país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas há uma peculiaridade nesse movimento: a maioria dos desligamentos voluntários no Brasil é feita por profissionais da área de tecnologia, pessoas com formação de nível superior, que estão buscando empregos que lhes proporcionem mais flexibilidade e qualidade de vida. 

Os condomakers (como chamamos os colaboradores da uCondo) têm voz na empresa e é por isso que nossa taxa de retenção é alta. Nossa equipe trabalha de forma 100% remota, espalhada por 11 estados, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Tocantins e Amazonas. E, no entanto, nos sentimos muito próximos. Há um clima de cooperação e acolhimento na empresa, e periodicamente escutamos cada condomaker para saber se podemos ajudar ou melhorar. Assim incluímos, com responsabilidade financeira, os benefícios mais frequentemente sugeridos por eles, como parcerias com academias, descontos em lojas e auxílio home office. Para que se sintam à vontade para opinar, também oferecemos uma ferramenta de sugestão anônima. 

Não queremos ninguém estagnado ou frustrado na uCondo. Investimos no desenvolvimento de todos, com cursos dentro e fora da empresa. Trocar de setor é uma possibilidade real na empresa. Se uma pessoa acredita que se sairá melhor e está disposta a estudar outra área que estamos investindo, apoiamos a decisão dela.  

Além disso, praticamos a carreira em Y para que os condomakers possam crescer profissionalmente, alcançar cargos e salários mais altos, sem deixar de fazer o que verdadeiramente gostam. Em suma, nossa política de relacionamento com o colaborador atrai e mantém os melhores talentos que poderíamos desejar. É chegada a hora de descobrir os próximos, o que nos deixa muito animados. 

*Leonardo Mack é COO da uCondo 

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