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Não é ‘Justiça Social’. É capitalismo: o poder de uma carta de Larry Fink

Com suas cartas anuais recheadas de frases fortes, Fink tem contribuído para o amadurecimento do mercado
Para o CEO da BlackRock, descarbonização da economia global criará a maior oportunidade de investimento de todos os tempos (Getty Images/Bloomberg / Colaborador)
Para o CEO da BlackRock, descarbonização da economia global criará a maior oportunidade de investimento de todos os tempos (Getty Images/Bloomberg / Colaborador)
Por BússolaPublicado em 19/01/2022 13:00 | Última atualização em 19/01/2022 13:00Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Por Danilo Maeda*

Há anos, a carta anual de Larry Fink para CEOs é um dos eventos mais esperados no mundo das finanças sustentáveis. O presidente do Conselho de Administração e diretor executivo da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, tem sido um dos principais advogados da sustentabilidade corporativa. Segundo o executivo, esse engajamento não é resultado de ativismo social, mas sim do dever fiduciário para com os clientes, que investem com a BlackRock pensando em retornos de longo prazo.

Em suas próprias palavras, “nós nos concentramos em sustentabilidade não porque somos ambientalistas, mas porque somos capitalistas e fiduciários para nossos clientes”. Com esses e outros recados, Fink fez do chamado capitalismo de stakeholders o tema central de sua carta, intitulada O Poder do Capitalismo. A característica principal do texto é o pragmatismo, presente em edições anteriores e responsável pelo grande impacto desses conteúdos no mercado.

Em alguns momentos, a abordagem prática chega a ser cortante. Para ele, por exemplo, o capitalismo de stakeholders “não se trata de política. Não é uma agenda social ou ideológica. Não é ‘justiça social’. É capitalismo, conduzido por relacionamentos mutuamente benéficos entre você e os funcionários, clientes, fornecedores e comunidades nos quais sua empresa depende para prosperar”.

Com suas cartas anuais recheadas de frases fortes, Fink tem contribuído para o amadurecimento do mercado, que agora percebe de forma majoritária como incentivar empresas investidas a fazer boa gestão dos seus aspectos ESG é sinônimo de cuidar bem do dinheiro dos clientes, que investem basicamente para cuidar de seu futuro.

Existe aqui uma quebra de paradigma que merece destaque. Ela já estava presente em anos anteriores, mas agora a aposta foi dobrada: não se trata de conciliar geração de riqueza com propósito e gestão de impactos socioambientais, mas sim de compreender que a lucratividade de longo prazo depende fundamentalmente do senso de direção expresso em um propósito claro e de uma execução cuidadosa, que reconhece o engajamento de stakeholders como fator central para o sucesso.

Outros temas relevantes foram tratados no documento: polarização política, degradação da confiança em instituições, relação entre empregadores e funcionários, entre outros. A descarbonização da economia global. Enquanto mudanças climáticas são apontadas como o principal fator de risco para sociedades e economias, os investimentos sustentáveis cresceram até atingir US$ 4 trilhões. Para o CEO da BlackRock, “isso é apenas o começo — o gigantesco deslocamento para os investimentos sustentáveis ainda está acelerando”.

A transição para um mundo de zero emissões é uma necessidade urgente da humanidade. Por isso que recomendamos: esqueça os unicórnios e procure os cisnes verdes. E não precisa confiar na minha palavra. Confie na de quem lidera a maior gestora de ativos do mundo: “a descarbonização da economia global criará a maior oportunidade de investimento de todos os tempos”.

 *Danilo Maeda é head da Beon, consultoria de ESG do Grupo FSB

 

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