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Dia da Amazônia: Eneva anuncia mais um compromisso com a sustentabilidade

Companhia adota metas de biodiversidade do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)
Eneva atua buscando sempre o equilíbrio entre os pilares ambiental, social e econômico (MAURO PIMENTEL/Getty Images)
Eneva atua buscando sempre o equilíbrio entre os pilares ambiental, social e econômico (MAURO PIMENTEL/Getty Images)
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BússolaPublicado em 06/09/2022 às 18:00.

Por Anita Baggio*

Na última segunda-feira, 5, foi celebrado o Dia da Amazônia, bioma que segue sendo interesse de manchetes nacionais e internacionais. A maior floresta tropical do mundo chama atenção pelo seus números negativos recordes; o principal deles: ter o maior desmatamento em 15 anos, conforme aponta o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) — e, como consequência, perda de biodiversidade, já que ela abriga mais da metade do que temos em todo o planeta.

É na área da Amazônia Legal que encontramos, ainda, o menor número de crianças de  zero a cinco anos matriculadas na educação infantil de acordo com a PNAD (a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE; a maior evasão dos jovens e adolescentes do ensino médio do que o restante do Brasil, segundo estudo Amazônia 2030 (também do Imazon); a menor taxa de conexão à internet, conforme MapBiomas; uma taxa de violência 38% superior em relação ao resto do país; entre muitas outras coisas que mostram o quanto a região ainda precisa de atenção e investimentos sociais.

Segundo estimativas do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), cerca de um milhão de pessoas ainda vivem sem energia elétrica na Amazônia Legal. A isso se soma que parte expressiva da Amazônia Legal não é atendida pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) – isso quer dizer que a energia não é providenciada pelas redes de transmissão como para a maioria do país.

Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), há atualmente 235 localidades que contam apenas com os chamados "sistemas isolados", que são serviços de geração de energia não conectados ao SIN. Nesses “sistemas isolados” temos também a particularidade de uma presença intensiva do óleo diesel onde, atualmente, ele é responsável por 95% da geração de energia.

É nesse ponto que a Eneva entra na foto. Com a missão de liderar a transição energética no Brasil, a companhia atua na Amazônia Legal substituindo combustíveis mais poluentes pelo gás natural. Por exemplo, a UTE Jaguatirica II, que entrou em operação em 2022, substitui o diesel no Sistema Isolado de Boa Vista (RR), com redução de aproximadamente 30% das emissões para a mesma geração.

Além de uma energia mais segura, ela também é mais competitiva no preço, já que usamos o gás natural onshore do campo de Azulão (AM) para abastecer mais da metade de Roraima. Além disso, a Eneva atua buscando sempre o equilíbrio entre os pilares ambiental, social e econômico. Essa energia mais limpa, segura e confiável proporciona oportunidades de geração de renda, empregos e o desenvolvimento de fornecedores locais nos estados do Amazonas e Roraima.

O levantamento feito pelo think tank internacional Carbon Brief que leva em conta dados de emissões de queima de combustível fóssil, mudanças no uso do solo, produção de cimento e desmatamento de 1850 a 2021 coloca o Brasil no 4º lugar no mundo em ranking de emissão de gases poluentes. Os dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAAM), uma entidade científica e sem fins lucrativos, revelam ainda que o desmatamento da região corresponde à liberação de 200 milhões de toneladas de carbono por ano, o equivalente a 2,2% do fluxo global.

O nosso entendimento é de que a região é de responsabilidade de todos e, como uma empresa com atuação local, a Eneva faz ainda mais questão de contribuir com a sua preservação. Ainda que as operações da Eneva não estejam localizadas em áreas de desmatamento, a empresa planejou multiplicar por mil vezes a área da Amazônia Legal beneficiada por medidas de conservação da floresta e de melhoria da vida da população local.

Até 2030, a companhia alcançará a consolidação de 500 mil hectares. Cinco eixos foram definidos para isso — o estímulo à bioeconomia e agroflorestas; o apoio a unidades de conservação; a restauração de áreas degradadas; o monitoramento territorial; e adoção de ações em linha com o mercado de carbono.

Como parte do setor corporativo, a Eneva compreende que resultados financeiros devem ser associados ao desenvolvimento socioambiental. O respeito ao meio ambiente passou de um nice to have para um must have, já que a atração de financiamentos e de novos talentos, o acesso a mercados e a preferência do consumidor estão diretamente associados à capacidade das companhias de se engajarem aos esforços globais de redução das emissões.

Neste Dia da Amazônia, a Eneva anuncia mais um compromisso com o desenvolvimento sustentável — sua adesão às metas de biodiversidade do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Vale lembrar que da Amazônia depende o equilíbrio ecológico do planeta. Depende de todos nós abraçarmos a causa da Amazônia para que ela vire um exemplo de desenvolvimento sustentável — e por tanto motivo de orgulho para todo brasileiro.

*Anita Baggio é diretora de RH, Saúde, Segurança, Comunicação e Cultura da Eneva

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