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Confira 5 estratégias para atrair e reter talentos femininos nas empresas

Ações voltadas para elas são essenciais para promover o "G" da sigla ESG e mudar uma triste projeção: desigualdade entre homens e mulheres só será superada daqui 130 anos

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Com a aproximação do 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, o assunto equidade de gênero é ainda mais evidenciado  (Morsa Images/Getty Images)

Com a aproximação do 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, o assunto equidade de gênero é ainda mais evidenciado (Morsa Images/Getty Images)

A semana mal começou e a gente já está olhando pro fim dela. É que, na sexta-feira, entraremos em março, considerado o Mês da Mulher

Para além da efeméride, a data é uma oportunidade para que gestores e RHs olhem com ainda mais atenção para um dos principais pilares do ESG: a equidade de gênero

Todo mundo sabe da importância disso, mas, quando olhamos os números, fica claro que ainda precisamos caminhar muito para que a questão de gênero deixe de ser uma barreira para contratação ou promoção de talentos. 

Segundo a Organização Internacional do Trabalho:

  • Em 2022, 15% das mulheres em idade produtiva que procuravam trabalho não conseguiram. 
  • Esse índice cai para 10,5% tratando-se dos homens. 

Unanimidade (no discurso)

Se você perguntar pra qualquer um, todos dirão que é preciso avançar nessa agenda. Mas, na prática, ainda caminhamos a passos de tartaruga para diminuir o abismo que ainda existe entre eles e elas. Segundo o Fórum Econômico Mundial, se continuarmos nesse ritmo, a desigualdade entre homens e mulheres só será superada em 2154

Cabe a cada um agir dentro do seu microcosmo para tentar mudar isso. Para ajudar principalmente os gestores nas empresas, convidamos a CEO da Plure*, Jhenyffer Coutinho, para elencar 5 estratégias para atrair e reter talentos femininos.

  • *A Plure conecta RHs a mulheres plurais por meio de employer branding e educação corporativa.

1. Determine critérios de avaliação claros e inclusivos

Utilizar critérios de avaliação baseados em habilidades e competências, e não em características pessoais, garante que todas as candidatas sejam avaliadas de maneira igualitária. 

2. Prepare a equipe de Recursos Humanos para conduzir processos seletivos imparciais

Desenvolva treinamentos específicos que abordem vieses inconscientes e promovam a conscientização sobre a importância da imparcialidade durante o recrutamento. 

Os profissionais de RH devem estar aptos a reconhecer e superar preconceitos que podem influenciar suas decisões”, afirma Jhenny.

3. Implemente políticas inclusivas no cotidiano de trabalho

A liderança deve atuar na promoção de políticas inclusivas no ambiente corporativo.

Isso permite aos colaboradores o acesso a diretrizes que abordam assuntos como assédio, vieses inconscientes para as lideranças e síndrome da impostora para as mulheres.

4. Encoraje mulheres a assumirem posições de liderança

Somente 25% de mulheres estão em posições de liderança, segundo pesquisa da McKinsey.

Neste cenário, a mentoria é uma grande aliada no crescimento profissional delas, proporcionando orientação, apoio e oportunidades de aprendizado. 

Programas estruturados de mentoria conectam mulheres a líderes experientes resultando em um networking cada vez mais rico.

5. Implemente uma cultura diversa e inclusiva. Siga este passo a passo:

  • A – Empodere mulheres no ambiente corporativo 

O objetivo do RH é criar um espaço em que as colaboradoras, sejam cis ou trans, se sintam confiantes e engajadas. 

Para isso, sua organização pode realizar rodas de conversa exclusivas, fomentando a escuta sem julgamentos. 

  • B – Sensibilize as lideranças para a equidade de gênero

Para implementar iniciativas de diversidade e equidade, é crucial sensibilizar todas as lideranças, independentemente do gênero. 

Uma abordagem ideal envolve educar sem culpabilizar, esclarecendo equívocos e apresentando exemplos de organizações bem-sucedidas nesse aspecto. 

  • C– Promova ações sociais que impactem mulheres 

Uma maneira tangível de promover diversidade e inclusão é por meio de ações sociais. 

Um exemplo prático é proporcionar conhecimento que conceda autonomia, como programas de suporte a mulheres desempregadas

Além de cumprir metas ESG, essas ações reforçam o employer branding, destacando a empresa como socialmente responsável. 

"Quando investimos no empoderamento feminino, colhemos benefícios como indivíduos e também como organizações que valorizam a diversidade, a inovação e o progresso coletivo”, Jhenny conclui.

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