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Autoconhecimento é lição das Olimpíadas para mundo corporativo

A autoanálise é o caminho para perceber quando o trabalho passa a afetar a saúde mental

Por Flavia Rezende*

Passamos os últimos 20 dias com os olhos colados na tela, acompanhando os Jogos Olímpicos. O evento, que se encerra hoje, traz à tona mais do que as habilidades esportivas dos competidores.

Normalmente, esse é um período em que falamos sobre resiliência, foco e comprometimento, atributos da chamada inteligência emocional que são importantes não só para os superesportistas, mas também para nós, pessoas comuns, em nossas vidas cotidianas e carreiras.

Alguns paralelos sobre o desempenho dos atletas e o mundo corporativo podem ser traçados. É sempre didático avaliar situações de grande visibilidade para perceber como, dadas as devidas proporções, todos passamos pelas mesmas situações ao longo da vida. Uma lição em especial foi evidenciada na competição de 2021: é preciso se conhecer para ser bom – e feliz – naquilo que se faz.

A ginasta Simone Biles colocou o assunto em pauta quando deixou a disputa devido a questões emocionais. Biles é um dos maiores nomes do esporte e chegou em Tóquio como favorita absoluta. Mesmo assim, a pressão pela perfeição pesou sobre a atleta, que tomou a decisão corajosa de respeitar seu limite.

Todos enfrentamos o medo de errar e da desaprovação no ambiente de trabalho e na vida. Para lidar com a situação, é preciso desenvolver o autoconhecimento. Aprender a identificar nossas habilidades e a ser realista sobre nossas fragilidades. No ambiente corporativo, ter essa consciência permite que você possa colaborar com aquilo que faz de melhor e busque se aperfeiçoar naquilo que não domina totalmente. Dessa forma, ainda passamos a enxergar que cada pessoa tem aptidões e talentos diferentes.

A autoanálise também é o caminho para perceber quando o trabalho passa a afetar a saúde mental. Um dos grandes vilões em situações como a que viveu Simone Biles é a forma como lidamos com o erro. Ressignificar essa relação com nossos desacertos é possível. O ponto de partida é extrair lições e encarar as crises como uma oportunidade de aprendizado para o futuro. Encarar o problema sem medo e olhar adiante, assim como fez a ginasta, será sempre a melhor decisão a tomar.

Flavia Rezende* é sócia-diretora da Loures Consultoria

**Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.

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