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Três nomes ganham força para a presidência do Banco do Brasil

Executivos cotados para assumir o lugar de Rubem Novaes são ligados à administração atual do banco

Rubem Novaes: ele pediu demissão da presidência do Banco do Brasil na sexta-feira (Reuters/Reuters)

Rubem Novaes: ele pediu demissão da presidência do Banco do Brasil na sexta-feira (Reuters/Reuters)

AO

Agência O Globo

Publicado em 25 de julho de 2020 às 18h49.

Última atualização em 25 de julho de 2020 às 19h13.

Três nomes de dentro do Banco do Brasil (BB) ganham força para substituir Rubem Novaes na presidência da instituição. Um deles é Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, atual vice-presidente de Gestão Financeira e Relação com Investidores do BB. Ele foi um dos primeiros a integrar a equipe de Novaes, ainda na transição de governo e seria uma solução de continuidade.

Outro é Hélio Magalhães, presidente do Conselho de Administração do BB. Ele é próximo ao secretário de Desestatização, Salim Mattar, e tem acompanhado de perto as medidas de desinvestimento do banco, além de ser muito atuante na atual função.

Segundo técnicos da equipe econômica, Mauro Ribeiro Neto, atual vice-presidente Corporativo do banco, também é um dos cotados. Ele é o braço direito de Novaes e responsável por todas as desestatizações do mandato. Tem experiência no serviço público e é considerado preparado por técnicos do banco. Tem pouco mais de 30 anos.

Novaes pediu demissão nesta sexta-feira ao ministro Paulo Guedes e ao presidente Jair Bolsonaro, que aceitaram o pedido. Segundo auxiliares de Guedes, o executivo teria alegado cansaço e desejo de voltar ao Rio, no fim de junho.

Em mensagem de despedida, enviada a amigos, Novaes fala de "ambiente poluído em Brasília e compadrios". "O ambiente poluído de Brasília não é para mim. Privilégios, compadrios, corrupção e muitos chantagistas profissionais criando dificuldades para vender facilidades. Além disso, é chegada a hora de passar o bastão para alguém mais jovem, neste mundo de tantas inovações tecnológicas", escreveu Novaes.

Ao participar de uma recente videoconferência, realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Novaes criticou a política de Brasília: “É muito difícil para a equipe de Paulo Guedes, o grupo de liberais, trabalhar no ambiente político de Brasília”, disse Novaes, acrescentando que sente como se fosse “um vírus do bem tentando entrar em um organismo doente”.

O pedido de demissão foi informado ao mercado no início da noite da sexta, por meio de fato relevante da instituição junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM, a controladora do mercado de capitais brasileiro). No comunicado, o BB informou que a substituição ocorrerá em agosto.

 

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