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TRE-RJ barra registro de candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio

Órgão cita que ex-governador está com os direitos políticos suspensos por 8 anos; nas redes, Garotinho criticou a decisão e disse que "todos os atos da campanha estão mantidos"

Anthony Garotinho (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Anthony Garotinho (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 11 de setembro de 2026 às 17h02.

Última atualização em 11 de setembro de 2026 às 17h06.

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O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) barrou nesta sexta-feira, 11, o registro da candidatura do ex-governador Anthony Garotinho ao governo do estado. Segundo o órgão, a decisão veio após a Corte entender que ele não reúne as condições de elegibilidade exigidas pela legislação eleitoral.

A decisão mostra que Garotinho está com os direitos políticos suspensos por 8 anos, já que foi condenado por improbidade administrativa (uso incorreto do cargo público para obter vantagens pessoais ou ferir os princípios da honestidade e da legalidade no Estado) em um processo que apurou o desvio de verbas da saúde, quando era secretário de Governo na gestão de ex-governadora Rosinha Garotinha, sua esposa. "Sem os direitos políticos, não é possível votar e nem ser votado", diz um trecho da nota.

O ex-governador ainda pode recorrer ao TSE para reverter a decisão do TRE-RJ e manter sua candidatura ao Palácio Guanabara.

Nas redes sociais, Garotinho se pronunciou sobre a decisão. Segundo ele, "não foi nenhuma surpresa", e afirmou que a campanha "não vai ser alterada em nada".

"Essa foi a decisão do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. É o entendimento consensual da Corte Suprema. O Tribunal do Rio mais uma vez agiu contrariando o entendimento do TSE. Todos os atos de campanha estão mantidos e venceremos. Isso só demonstra a população o quanto o crime organizado se infiltrou nos podres poderes do Estado. Mas não nos intimidarão", escreveu no X (antigo Twitter). 

A candidatura de Garotinho ao governo do Rio foi anunciada oficialmente em 25 de julho pelo Republicanos, tendo como vice o coronel da reserva Venâncio Moura, do DC. Os dois chegaram a subir de mãos dadas ao palco durante a convenção, realizada na Tijuca, Zona Norte do Rio. A aliança, porém, durou apenas três dias, com o ex-governador anunciando três novos nomes em um curto período de intervalo.

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