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Temer sugere a Lula "palavras de tranquilização" durante a transição

Temer defendeu na manhã desta quarta-feira, 9, que o presidente eleito convoque políticos de oposição, chefes de poder e entidades da sociedade civil para fazer um "grande pacto nacional para tranquilizar o País"

 (ERNESTO BENAVIDES/AFP)

(ERNESTO BENAVIDES/AFP)

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Estadão Conteúdo

9 de novembro de 2022, 18h01

Apesar de avaliar que a frente ampla formada pelo governo de transição de Luiz Inácio Lula da Silva "ajuda na pacificação" do País, o ex-presidente Michel Temer (MDB) considera que deveria haver "mais palavras de tranquilização" por parte do petista.

Temer defendeu na manhã desta quarta-feira, 9, que o presidente eleito convoque políticos de oposição, chefes de poder e entidades da sociedade civil para fazer um "grande pacto nacional para tranquilizar o País".

Na avaliação do emedebista, uma movimentação em tal sentido teria uma "repercussão interna extraordinária" e uma repercussão internacional positiva, considerando que o País precisa de investimentos externos. Segundo Temer, é preciso "encontrar uma via de pacificação do diálogo".

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Em palestra realizada na manhã desta quarta-feira, 9, no Congresso Nacional das Sociedades de Advogados, o ex-presidente pregou que é necessário cumprir a Constituição. Segundo Temer, "não temos tido isso no presente momento".

"Uma regra que se estabeleceu no País é a de que as pessoas não cumprem a Constituição, porque se ela fosse cumprida rigorosamente você tem harmonia entre Poderes e a determinação da paz", afirmou.

Sobre o documento que as Forças Armadas devem levar ao Tribunal Superior Eleitoral nesta quarta-feira, 9, sobre as urnas eletrônicas e as eleições 2022, o ex-presidente diz acreditar que será apresentado "um relatório tranquilizador". "Pelo menos espero".

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