Brasil

STF nega pedido para suspender livro de Monteiro Lobato

O ministro Luiz Fux negou pedido de liminar para suspender a distribuição, em escolas públicas, do livro Caçadas de Pedrinho


	Monteiro Lobato: instituto alegou que a publicação apresenta conteúdo racista
 (Creative Commons/Reprodução)

Monteiro Lobato: instituto alegou que a publicação apresenta conteúdo racista (Creative Commons/Reprodução)

DR

Da Redação

Publicado em 23 de dezembro de 2014 às 18h47.

Brasília - O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido de liminar para suspender a distribuição, em escolas públicas, do livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, obra publicada em 1933.

O ministro rejeitou pedido do Instituto de Advocacia Racial (Iara), por entender que não cabe ao Supremo julgar mandado de segurança contra ato do Ministério da Educação.

O instituto alegou que a publicação apresenta conteúdo racista.

O caso começou a tramitar no Supremo em 2011. Uma audiência de conciliação chegou a ser feita pelo ministro, mas não houve consenso entre o Ministério da Educação e o instituto.

Em 2010, o Conselho Nacional de Educação (CNE) determinou que a obra Caçadas de Pedrinho não fosse mais distribuída às escolas públicas, por considerar que ela realmente apresentava conteúdo racista. Em seguida, o Ministério da Educação (MEC) recomendou que o CNE reconsiderasse a determinação. O conselho decidiu, então, anular o veto.

Com o mandado de segurança, o Iara pretendia anular a última decisão do CNE. Eles pediriam, ainda, a “imediata formação e capacitação de educadores”, para que a obra seja utilizada “de forma adequada na educação básica”

Acompanhe tudo sobre:LivrosRacismoPreconceitosSupremo Tribunal Federal (STF)Escolas

Mais de Brasil

BTG/Nexus: no 1º turno, Lula tem 40% e Flávio, 35%

iFood e Rappi podem levar multa de R$ 14 mi por não mostrarem quanto pagam a entregadores

Eleições 2026: em cinco pesquisas da semana, Lula amplia vantagem sobre Flávio após áudio de Vorcaro

Direita errou em ser leniente com as falhas e crimes da família Bolsonaro, diz Renan