Relatório do Cenipa é inconclusivo sobre acidente com Campos

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos descartou algumas das hipóteses sobre o que teria causado o acidente, mas não concluiu nada


	Eduardo Campos: uma das possibilidades com as quais trabalham os investigadores é a de falha humana ou operacional
 (Divulgação/ PSB)

Eduardo Campos: uma das possibilidades com as quais trabalham os investigadores é a de falha humana ou operacional (Divulgação/ PSB)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de janeiro de 2015 às 22h58.

Brasília - O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) descartou algumas das hipóteses sobre o que teria causado o acidente aéreo que vitimou, no dia 13 de agosto de 2014, em Santos, São Paulo, sete pessoas – entre elas o então candidato à Presidência da República, Eduardo Campos.

Uma das possibilidades com as quais trabalham os investigadores é a de falha humana ou operacional, mas isso só poderá ser confirmado com o avançar das investigações.

Coordenador da investigação, o tenente-coronel Raul de Souza informou que até o momento “não há conclusão” sobre o acidente e que, terminada a fase de coleta de dados, “nenhuma hipótese foi criada” sobre o acidente com a aeronave PR-AFA.

Apesar de, até o momento, a Aeronáutica não ter apresentado oficialmente algo mais conclusivo sobre a causa do acidente, o chefe do Cenipa, brigadeiro Dilton José Schuck, disse que, nas investigações primárias, constatou-se que, apesar de habilitada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a tripulação da aeronave [piloto e co-piloto] “não tinha concluído o treinamento específico de transição” da aeronave Cessna C-560 para o modelo envolvido no acidente (C-560 XLS+).

Segundo o brigadeiro, uma portaria da Anac publicada no dia 3 de julho de 2014 previa a necessidade desse treinamento. “Mas isso pode apontar apenas uma condição de risco e não pode ser apontado como a causa do acidente”, enfatizou Schuck pouco antes de informar que o piloto, após arremeter o pouso, "fez trajeto diferente do previsto na Carta [de Voo]".

No balanço apresentado hoje pelo Cenipa, o tenente-coronel descartou algumas hipóteses sobre a causa do acidente. Segundo Raul de Souza, não houve colisão com aves, nem com veículos aéreos não tripulados (Vant), como drones. As investigações indicam ainda que o primeiro impacto ocorreu na parte de baixo da aeronave. Também foi descartada a ocorrência de incêndio durante o voo ou colisão com obstáculo em voo.

Na segunda fase de investigações, iniciada após a coleta de dados, as informações obtidas serão analisadas e as conclusões finais sobre o acidente só serão apresentadas ao final da terceira fase. Segundo as autoridades, não há ainda previsão sobre quando isso acontercerá.  

Mais de Brasil

Conflitos por terra batem recorde no Brasil no primeiro ano do governo Lula

Cármen Lúcia mantém condenação de Deltan por Power Point contra Lula

Risco fiscal está 'drenando oportunidades' do Brasil, diz Tarcísio

Fluxo de passageiros para o exterior cresce pelo 24º mês seguido mostra Anac

Mais na Exame