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Programa de descontos de carros é temporário até os juros caírem, afirma Alckmin

Na semana passada, o governo ampliou em R$ 500 milhões para R$ 800 milhões a parcela do programa voltada para os carros

Geraldo Alckmin: as férias coletivas concedidas por algumas montadoras devem durar pouco, com a retomada da produção (Diogo Zacarias/ Palácio do Planalto/Flickr)

Geraldo Alckmin: as férias coletivas concedidas por algumas montadoras devem durar pouco, com a retomada da produção (Diogo Zacarias/ Palácio do Planalto/Flickr)

Estadão Conteúdo
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Agência de notícias

Publicado em 3 de julho de 2023 às 11h10.

Última atualização em 3 de julho de 2023 às 11h12.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, repetiu nesta segunda-feira, 3, que o programa de concessão de créditos tributários para a indústria automobilística reduzir os preços dos veículos novos é temporário, até que os juros comecem a cair. Na semana passada, o governo ampliou em R$ 500 milhões para R$ 800 milhões a parcela do programa voltada para os carros.

"A adesão ao programa automotivo foi enorme, o dinheiro acabou em quatro semanas praticamente. Foi complementado e continua o desconto. Isso vai passar. Os juros devem cair, os juros de mercado já estão caindo. Na hora que os juros caem, a maioria da população volta a comprar a prazo e reativa (a indústria)", afirmou em entrevista à BandNews.

Segundo Alckmin, as férias coletivas concedidas por algumas montadoras devem durar pouco, com a retomada da produção. "Temos uma indústria automobilística com capacidade de produzir 4,5 milhões de veículos por ano, e hoje 50% da capacidade dela está ociosa. Chegamos a vender 3,8 milhões de veículos por ano e no ano passado se vendeu 2,1 milhões", reafirmou o vice-presidente.

O vice-presidente voltou a criticar o elevando nível da taxa básica de juros, mas enfatizou, que ninguém no governo está questionando autonomia ou independência do Banco Central.

"Hoje a inflação é menor que 4,0%, está em queda, e a Selic está em 13,75%. Não tem problema quando precisa aumentar a Selic para segurar a inflação. O problema é o tempo que ela está nesse nível. Em agosto, vai fazer um ano que ela está em 13,75%. É evidente que isso é uma trava à economia, inibindo investimentos. O juro futuro, que não depende do BC, já está em queda", afirmou em entrevista à BandNews. "Estamos confiantes de que a taxa Selic vai cair", completou.

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