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Pressionado por greve, Lula vai anunciar obras e aumento de verba para universidades federais

Presidente tenta amenizar a crise com os professores, que estão em greve há quase 60 dias

Lula: governo atual enfrenta muitos desafios em diversos setores (Luis Acosta/AFP)

Lula: governo atual enfrenta muitos desafios em diversos setores (Luis Acosta/AFP)

Agência o Globo
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Agência de notícias

Publicado em 7 de junho de 2024 às 15h32.

Última atualização em 7 de junho de 2024 às 16h14.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar nesta segunda-feira um aumento de verbas de custeio para as universidades federais e também as obras para a rede que estarão no PAC. O evento será realizado em meio a uma tentativa de distencionamento das negociações com os professores, que estão em greve há quase 60 dias.

Atualmente, o orçamento de custeio da rede é de R$ 6,8 bilhões. Os reitores alegam que esse valor é insuficiente, especialmente depois de anos de arrocho fiscal, o que levou a cortes em áreas como manutenção predial, por exemplo, e também dívidas.

O valor que será anunciado na segunda-feira ainda não foi divulgado. De acordo com os reitores, representados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a rede precisa de um aporte de R$ 2,5 bilhões para conseguir fechar o ano no azul. Essa é a mesma quantia pedida pelos professores que estão em greve.

A tentativa do governo é se aproximar do que pedem os professores para terminar com a paralisação. Atualmente, pelo menos 52 universidades federais e 79 institutos estão em greve. No entanto, os docentes também querem que haja recomposição salarial já em 2024, o que o governo federal afirma não ser possível.

Outro anúncio que será feito na segunda-feira deve ser as obras que estarão no PAC Universidades. Estão previstas ampliações de campi e grandes reformas, mas ainda não se sabe quais instituições serão contempladas.

A Educação federal tem duas categorias em greve. Um dos sindicatos de professores já assinou acordo com o governo, mas outros dois negam o entendimento. O caso foi parar na Justiça Federal, que anulou a assinatura do acordo. Já os técnicos administrativos ainda negociam. Uma nova reunião está marcada para a próxima terça-feira.

A proposta do governo para professores prevê diferentes níveis de reajuste para a categoria. Os que ganham mais receberiam um aumento de 13,3% até 2026. Os que ganham menos, de 31%, até o fim do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, nenhuma parte desse reajuste viria em 2024.

No começo da carreira, um professor de 40 horas com doutorado passará de um salário de R$ 9,9 mil (em abril de 2023) para R$ 13,7 mil em 2026. Já o topo da carreira vai de R$ 20 mil para R$ 26 mil nesse mesmo período.

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