Prefeitura de SP vai comprar 465 mil tablets para alunos da rede pública

Com investimento de até R$ 350 mi, secretaria de Educação planeja distribuir equipamentos primeiro a alunos que estão sem acesso remoto durante a pandemia

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo vai adquirir 465 mil tablets para distribuir aos alunos da rede municipal ainda neste ano. Com um investimento que pode chegar a 350 milhões de reais, a pasta vai atender estudantes do Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio e Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

Na próxima segunda-feira, 24, uma consulta pública será aberta no site e-negócios da prefeitura com o objetivo de ouvir as empresas do ramo interessadas na licitação, assim como professores, diretores e pais de alunos. As sugestões poderão ser feitas até 2 de setembro.

De acordo com o secretário municipal, Bruno Caetano, ainda é preciso entender qual a disponibilidade do produto no mercado brasileiro, assim como levar em consideração as mudanças sugeridas pela população. No dia 8 de setembro haverá uma audiência semi-pública, com transmissão pelo YouTube, para a elaboração da proposta final do edital.

A iniciativa faz parte do Projeto Escola Digital, desenvolvido pela secretaria junto com o prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB). A ideia é atender principalmente os alunos que estão sem acessar os conteúdos durante a suspensão presencial das aulas por causa da pandemia do novo coronavírus.

Segundo levantamento da secretaria de Educação, 48% dos alunos da rede municipal não conseguem acompanhar o conteúdo digital disponibilizado pela prefeitura. Os tablets, que já terão chips com dados móveis gratuitos, serão distribuídos primeiro aos estudantes mais vulneráveis.

"Nesse aparelho haverá uma série de aplicativos de português, matemática, e todas as outras matérias. Também terá trilhas de aprendizagem, livros e aulas ao vivo", diz o secretário Bruno Caetano.

Na rede municipal as aulas presenciais estão suspensas desde março e não devem voltar tão cedo. Nesta semana, Covas vetou a reabertura tanto das escolas da rede pública quanto da privada para atividades de reforço em setembro, depois que um inquérito sorológico atestou que 64% dos casos em crianças foram assintomáticos. Um retorno em outubro ainda está está em avaliação.

A intenção da capital é que o equipamento digital seja usado pelos alunos mesmo quando houver o retorno das aulas presenciais, para que seja possível estudar em contra turno. "Vai ser necessário fazer um trabalho dobrado de recuperação de aprendizagem desse tempo sem aulas, a partir do uso dos tablets".

Além da compra dos equipamentos, a prefeitura também está equipando 13 mil salas de aulas com internet banda larga, computador para professores, projetor, tela e caixas de som.

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