Flávio Bolsonaro: senador cresceu em relação a rodada anterior e empata com Lula no primeiro turno (Vittor Sales/Divulgação pré-campanha Flávio Bolsonaro/Divulgação)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 3 de agosto de 2026 às 08h18.
Última atualização em 3 de agosto de 2026 às 09h04.
O avanço de quatro pontos percentuais registrado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 3, foi puxado por eleitores de baixa renda, beneficiários do Bolsa Família, moradores do Nordeste e pessoas com menor escolaridade, segmentos historicamente mais favoráveis a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No levantamento, o senador saltou de 33% para 37% e empatou tecnicamente com Lula, que marca 41% das intenções de voto.
Apesar das dificuldades para atrair partidos do Centrão para a vice e ampliar o tempo de TV, além da troca no comando do marketing da campanha, Flávio Bolsonaro avançou em segmentos estratégicos do eleitorado após desgastes nos últimos meses.
O principal movimento ocorreu entre os eleitores com renda familiar de 1 a 2 salários mínimos. Nesse grupo, Flávio Bolsonaro passou de 30% para 44% das intenções de voto entre a pesquisa divulgada no fim de julho e a rodada mais recente. Uma alta de 14 pontos percentuais. Lula fez o movimento inverso e caiu de 47% para 37%, o que mudou a liderança no segmento.
Entre os homens, Flávio Bolsonaro ampliou sua vantagem ao subir de 39% para 45%, enquanto Lula caiu de 37% para 34%. O senador também avançou entre os eleitores de 25 a 40 anos, de 37% para 43%, e de 41 a 59 anos, de 34% para 41%. No interior, passou de 35% para 41%, empatando tecnicamente com Lula, que recuou de 42% para 40%.
Outro avanço relevante ocorreu no Nordeste, onde Flávio Bolsonaro passou de 24% para 34% das intenções de voto. No mesmo período, Lula caiu de 57% para 48%, reduzindo sua vantagem na região de 33 para 14 pontos percentuais.
A pesquisa também aponta mudanças entre os beneficiários do Bolsa Família, um dos grupos historicamente mais ligados à base eleitoral do presidente. Lula mantém a liderança entre esse grupo eleitoral, mas recuou de 70% para 58% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 18% para 23%. Com isso, a vantagem do petista entre os beneficiários do programa caiu de 52 para 35 pontos percentuais.
O senador também ganhou espaço entre os eleitores com ensino fundamental, faixa em que cresceu de 29% para 39%, enquanto Lula recuou de 53% para 44%. Entre os católicos, Flávio passou de 27% para 34%, enquanto o presidente oscilou de 49% para 46%.
O senador aparece numericamente à frente de Lula entre evangélicos (50% a 28%), moradores da Região Sul (51% a 27%), homens (45% a 34%), eleitores com renda de 1 a 2 salários mínimos (44% a 37%), integrantes da população economicamente ativa formal (42% a 35%) e pessoas de 25 a 40 anos (43% a 33%).
O parlamentar também registra vantagem entre eleitores de 41 a 59 anos, moradores do interior e pessoas com renda de 2 a 5 salários mínimos, embora, nesses três casos, a diferença seja de apenas um ponto percentual, dentro da margem de erro.
A principal perda de Flávio Bolsonaro ocorreu entre os eleitores de 16 a 24 anos. Nesse grupo, o senador caiu de 31% para 21%, enquanto Lula avançou de 35% para 50%.
A pesquisa Nexus entrevistou 2.002 eleitores entre 31 de julho e 2 de agosto de 2026, por meio de telefone (via CATI). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual S.A. e está registrado no TSE sob o protocolo BR-02874/2026.