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Ouvida na CPI das ONGs no Senado Federal nesta segunda-feira, 27, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que a delegação brasileira vai à 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Dubai, a COP28, não para ser cobrada por outros países, mas para "cobrar que medidas sejam tomadas".

Marina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros ministros embarcam esta semana para a COP. O encontro será em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro.

Lula deve chegar ao país com uma grande comitiva, com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), entre outros. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, 2,4 mil brasileiros se inscreveram para participar da cúpula em Dubai, dos quais cerca de 400 são do governo.

"Nós estamos indo para a COP não é para sermos cobrados, nem para sermos subservientes. É para altivamente cobrarmos que medidas sejam tomadas. Porque é isso que o Brasil tem feito. Foi o Brasil que ajudou a que se tivesse agora um mecanismo na convenção que se chama perdas e danos", declarou a ministra aos senadores.

Entre os dados positivos que o país deve apresentar está a queda, desde janeiro, de 42% do desmatamento na Amazônia. Também houve a redução de 22% do desmate no estado neste ano comparado a 2022. O item faz parte de um pacote de ações cujo objetivo é credenciar o país para sediar a COP30, em 2025, em Belém. Como antecipou reportagem do GLOBO, Lula também voltará a cobrar recursos e maior comprometimento das nações desenvolvidas para combater o aquecimento global.

Além disso, segundo Marina, o presidente pretende apresentar na conferência um plano para financiar países que preservam suas florestas:

"Por isso que ele (Lula) vai levar uma proposta que só ele pode falar, um mecanismo global para pagar por hectare de floresta em pé, uma quantia. Quem tem floresta, ainda haverá de agradecer cada unidade de conservação, cada terra indigena que foi criada. Se Deus quiser haveremos de aprovar esse instrumento para que as florestas sejam remuneradas e protegidas".

O Brasil também levará à conferência de Dubai metas de mitigação de emissões de 48% até 2025 e de 53% até 2030. Durante o evento, que vai até 12 de dezembro, delegados dos 138 países que confirmaram presença vão discutir estratégias para conter o aquecimento global, cujo máximo aceitável, de acordo com o Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC), é de 1,5° C até 2050, em relação às temperaturas registradas na era pré-industrial.

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