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Os impactos econômicos causados pelas mudanças climáticas estão corroendo o PIB global ao longo dos anos. O estudo “Perdas e danos hoje - como o clima afeta a produção e o capital”, conduzido James Rising, professor assistente da Universidade de Delaware e especialista em riscos climáticos, divulgado na segunda-feira (27), mostra que desde a Rio 92 até 2022, as economias dos países perderam US$ 1,5 trilhão. O tamanho do impacto varia, ou seja, está relacionado à vulnerabilidade de cada país.

No ano passado, a percentagem não ponderada do Produto Interno Bruto (PIB) mundial perdido é estimada por Rising em 1,8%. Já a projeção ponderada aponta para uma perda de 6,3%. A diferença entre os dois números, segundo o pesquisador, reflete a distribuição desigual dos impactos, concentrados nos países de renda mais baixa e nas regiões tropicais, que normalmente têm mais população e menos PIB.

Os países menos desenvolvidos estão expostos a uma perda média de perda média do PIB ponderada pela população de 8,3%, enquanto os países do Sudeste Asiático e da África Austral perderam, em média, de 14,1% e 11,2%, respectivamente.

O Brasil, segundo a pesquisa, perdeu no ano passado 2% do seu PIB em decorrência das mudanças climáticas.

Rising explica que o resultado foi obtido a partir da análise de toda a literatura sobre as consequências da temperatura no produto interno bruto, o que possibilitou uma reflexão obre as diferentes decisões que são tomadas para o planeta.

“Temos oito estudos diferentes e deles foram retirados 58 modelos da relação entre as alterações climáticas e o PIB. Portanto, todos eles estão aqui representados”, detalha o pesquisador.

Fundo de compensação na COP28

A projeção do pesquisador mostra ainda que desde a Rio92, essas perdas globais somaram até 2022 a cifra de US$ 21 trilhões. Números como os apontados por Rising devem ajudar a pautar as discussões sobre o futuro fundo de compensação para perdas e danos decorrentes da mudança do clima durante a COP28, em Doha, que começa na quinta-feira (30).

Se uma parte do planeta sente os impactos negativos das mudanças climáticas na geração de riqueza, há outra que tem se beneficiado, em particular a Europa e o norte da Ásia. A estimativa apontada no estudo por Rising é de que ambos tiveram um ganho de 4,7% no PIB em função das novas variáveis do clima. Isso porque as duas regiões tiveram uma redução do frio durante o inverno, que reduz o consumo de energia. No entanto, à medida que o planeta continua a aquecer, deverá haver uma inversão e os efeitos vão se tornar negativos.

Mais ricos têm sentem menos

Tanto os Estados Unidos e a China, as duas maiores economias do mundo, estão próximos do ponto em que as perdas geradas pelas temperaturas mais quentes ultrapassam os benefícios dos Invernos mais amenos. Os EUA, segundo o estudo, não registaram praticamente nenhum ganho ou perda no PIB em 2022, enquanto a China registou uma perda de 1,8%.

Rising alerta para o que esperar em 2023. As projeções do pesquisador indicam que as perdas anuais poderão chegar a 2,05% do PIB global, ou seja, cerca de US$ 2,1 trilhões - valor bem próximo do PIB do Canadá.

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