Maia decide deixar o DEM após eleição na Câmara, diz jornal

A decisão vem após o DEM decidir em reunião neste domingo retirar o apoio a Baleia Rossi (MDB-SP), candidato de Maia à presidência da Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já teria decidido em definitivo deixar o Democratas (DEM), segundo noticiaram nesta segunda-feira, 1º de fevereiro, a rede de televisão CNN e o jornal O Globo.

A decisão vem após o DEM decidir em reunião neste domingo, 31, retirar o apoio a Baleia Rossi (MDB-SP), candidato de Maia à presidência da Câmara. Maia comunicou a decisão de deixar o partido a integrantes da cúpula do DEM, como o presidente ACM Neto (DEM-BA).

A contragosto de Maia, o DEM liberou a bancada para votar em outros candidatos, o que deve confirmar a tendência de parte do partido engrossando o coro a favor de Arthur Lira (PP-AL), candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro -- o Planalto se envolveu diretamente na campanha, negociando cargos em meio à disputa acirrada por votos.

Maia ainda não divulgou oficialmente a decisão. Em seu último dia de mandato, o presidente da Câmara pode comunicar oficialmente uma possível saída após a eleição desta segunda-feira, que acontece a partir das 14h no Senado e a partir das 19h na Câmara. O próximo passo seria ir ao Tribunal Superior Eleitoral comunicar a decisão, de modo a não perder o mandato.

Maia é deputado eleito pelo Rio de Janeiro desde 1999, quando foi eleito pela primeira vez, aos 28 anos. Ele está no DEM desde 2007, quando o partido foi criado, com base no extinto PFL. Com sua saída, também deve sair do DEM seu pai, Cesar Maia.

Entre os deputados, a disputa está acirrada e deve ir para o segundo turno (são necessários 257 dos 513 votos para vencer ainda hoje). Como os votos são secretos, a eleição deve ser marcada por traições, mesmo entre os partidos que fecharam questão.

A decisão do DEM foi vista como grande revés para a candidatura de Baleia Rossi e pode levar outros partidos a anunciarem neutralidade.

Os vencedores comandarão as Casas pelos próximos dois anos, podendo ser os responsáveis por pautas como auxílio emergencial, reformas e um eventual impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro

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