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Lula critica inação do Conselho de Segurança da ONU em conflitos mundiais

Em discurso na COP15, Lula diz que Conselho de Segurança não responde às crises e cobra atuação mais efetiva diante de tensões globais

Fotografia oficial da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias da ONU, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo. Campo Grande (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Fotografia oficial da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias da ONU, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo. Campo Grande (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Publicado em 23 de março de 2026 às 08h22.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo, 22, que o Conselho de Segurança das Nações Unidas “tem sido omisso na busca por soluções de conflitos”. A declaração foi feita durante discurso na COP15, conferência da ONU sobre espécies migratórias, realizada em Campo Grande (MS).

Sem citar diretamente países, Lula mencionou o cenário internacional de conflitos e criticou ações unilaterais. “Esta COP15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas. Ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando a regra”, disse.

O presidente afirmou ainda que “um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima” e defendeu a necessidade de “políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado”.

O discurso ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e a críticas à atuação internacional diante dos conflitos. Lula ressaltou que, apesar do histórico da ONU em áreas como direitos humanos e controle de armas, o Conselho de Segurança não tem conseguido avançar na mediação de crises.

Meio ambiente e imagem do Brasil

Durante a fala, o presidente também abordou a política ambiental brasileira e afirmou que a imagem do país havia sido prejudicada nos últimos anos. “Até pouco tempo, a imagem internacional do Brasil na área ambiental enfrentava questionamentos profundos”, declarou.

Segundo ele, desde 2023 o governo passou a adotar uma nova estratégia, com resultados como a redução do desmatamento na Amazônia pela metade e queda superior a 30% no Cerrado, além da diminuição de mais de 90% das queimadas no Pantanal.

Lula citou ainda iniciativas recentes, como a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre e da Coalizão de Mercados de Carbono, além da candidatura de Abrolhos a Patrimônio Mundial da Unesco.

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