Brasil

Juiz nega provisoriamente prisão domiciliar a Maluf

A defesa do ex-prefeito de São Paulo, preso desde a quarta-feira havia apresentado um novo pedido para o cumprimento de pena em regime domiciliar

Maluf: o pedido é que esse benefício seja concedido pelo menos até a conclusão de todas as perícias (Leonardo Benassatto/Reuters)

Maluf: o pedido é que esse benefício seja concedido pelo menos até a conclusão de todas as perícias (Leonardo Benassatto/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 22 de dezembro de 2017 às 21h10.

O juiz substituto do Tribunal de Justiça do Distrito Federal Bruno Aielo Macacari negou provisoriamente o pedido de prisão domiciliar ao deputado Paulo Maluf (PP).

O magistrado, no entanto, ressaltou "a possibilidade de revisão da presente decisão, de caráter meramente provisório, mormente após a juntada do Laudo de Perícia Médica a ser elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML), e, principalmente, das informações a serem prestadas pela equipe médica com atuação no CDP, após avaliação direta do reeducando, a serem encaminhados a este Juízo até o dia 26 de dezembro próximo".

A defesa do ex-prefeito de São Paulo, preso desde a quarta-feira 20, havia apresentado um novo pedido à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal para obter permissão para o cumprimento de pena em regime domiciliar.

O pedido é que esse benefício seja concedido pelo menos até a conclusão de todas as perícias necessárias para a verificação das reais condições de saúde do político.

"Ante o exposto, NÃO CONHEÇO do pedido de sobrestamento da execução e INDEFIRO o pedido de prisão domiciliar em caráter cautelar, o que faço com fulcro no já mencionado art. 117 da LEP sem prejuízo da decisão a ser proferida em caráter definitivo, logo após o cumprimento das diligências já determinadas", anotou o magistrado.

Em nota, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, que defende Maluf. Afirmou: "O Juiz da VEP negou, provisoriamente, a domiciliar do Dr Paulo Maluf por entender necessário uma análise mais aprofundada das condições de saúde. Com o recesso de Natal tais exames só poderão ser feitos a partir do dia 26 quando os médicos terão condições de analisarem com profundidade. A defesa segue apreensiva com a saúde do Dr Paulo e espera que, após esta análise acurada, a domiciliar seja concedida por ser de direito e de Justiça."

Acompanhe tudo sobre:CorrupçãoJustiçaPaulo MalufPrisões

Mais de Brasil

Tarcísio estima economia de R$ 1,7 bi por ano com auditoria de aposentadorias e prova de vida

Às vésperas de posse na Petrobras, Magda Chambriard já dá expediente na companhia

PF pede inquérito contra Chiquinho Brazão por suspeita de desvio de emendas parlamentares

Claudio Castro é absolvido após TRE-RJ formar maioria contra cassação

Mais na Exame