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Jucá diz que Senado só vota reforma da Previdência em 2018

O senador afirmou que a reforma da Previdência visa à contenção de privilégios, mas não deu detalhes do texto patrocinado pelo governo Michel Temer

Jucá: "Não há fato mais relevante para o governo agora do que tentar reconstruir essa base que pode aprovar a Previdência" (Valter Campanato/Agência Brasil)

Jucá: "Não há fato mais relevante para o governo agora do que tentar reconstruir essa base que pode aprovar a Previdência" (Valter Campanato/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 21 de novembro de 2017 às 19h55.

Brasília - O líder do Governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse nesta terça-feira, 21, que, não haverá tempo para votar a reforma da Previdência entre os senadores neste ano.

"A Câmara votando este ano, a Previdência vai para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no Senado e, pelo prazo, não dará para votar ainda este ano. Se votará no início do ano que vem, combinado com os líderes partidários e o presidente Eunício (Oliveira)", disse Jucá.

O senador afirmou que a reforma da Previdência visa à contenção de privilégios, mas não deu detalhes do texto patrocinado pelo governo Michel Temer.

O peemedebista vinculou as trocas ministeriais à busca por votos na Previdência e à formação de um bloco partidário governista para disputar as eleições do ano que vem.

Ele negou que Temer esteja promovendo substituições no Ministério das Cidades e na Secretaria de Governo apenas para agradar ao Centrão - composto por partidos como PSD, PP, PR, PRB e PTB.

"O presidente está compondo um entendimento com esses diversos partidos no sentido de construir uma votação que aprove a Previdência. Não há fato mais relevante para o governo agora do que tentar reconstruir essa base que pode aprovar a Previdência e dar um passo além nas reformas que o Brasil está fazendo", disse Jucá.

"Não podemos fazer uma política individualizada por partidos. Temos que fazer política pela base, pelo grupo que vai comandar o País até o fim de 2018 e disputar as eleições. Esse bloco, esse grupo de partidos precisa estar representado e trabalhando harmonicamente. Um partido é menos importante do que o conglomerado, do que a união de todos esses partidos."

Ele afirmou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), responsável por indicar no futuro ministro das Cidades, o deputado Alexandre Baldy (sem partido-GO), "precisa ter um espaço político diferenciado".

Ele negou que as consultas a Maia tenham despertado insatisfações no presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

"Não vejo problema na Câmara nem no Senado quanto à montagem de governo. É até uma montagem provisória. Os candidatos que desincompatibilizarão terão que sair até o dia 7 de abril e até lá outros ajustes poderão ser feitos."

Jucá disse que a bancada do PMDB na Câmara está sendo consultada sobre os nomes indicados para a Secretaria de Governo para "chegar a um nome de consenso que ajude a construir a votação da reforma da Previdência".

O atual titular, deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA), deve deixar o cargo por pressão do Centrão.

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