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A Polícia Civil de São Paulo investiga a emissão de atestados médicos de funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nos dias 2 e 3 de outubro, quando os profissionais fizeram uma paralisação geral de 24 horas. A informação veio à tona nesta terça-feira, 28, momento em que os profissionais estão participando de outra greve, em conjunto com metroviários, trabalhadores da área de saúde e educação do estado.

A investigação, segundo as autoridades, busca apurar possíveis irregularidades nos atestados médicos, verificando se os funcionários realmente receberam atendimento médico. Os hospitais também serão solicitados a fornecer informações. Um representante da companhia registrou o boletim de ocorrência. O governo declarou que o número de afastamentos nesta terça-feira, 28, é duas vezes maior que a média, totalizando 87.

Pedro Tegon Moro, diretor-presidente da CPTM, apontou para um aumento significativo no número de atestados em outubro. "Alguns funcionários aderindo à greve estão obtendo diversos atestados médicos. Houve um aumento de cinco vezes no número de atestados durante a última greve", afirmou em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, hoje, 28 de novembro.

De acordo com dados do governo, a CPTM recebeu 232 atestados médicos em 3 de outubro, enquanto a média diária seria de 49 documentos justificando ausências por motivos de saúde.

Em 2 de outubro, a empresa registrou um número também superior à média, com 115 solicitações. Pedro informou durante a entrevista que a empresa já havia recebido o dobro da média até aquele momento.

Nesta terça-feira, os funcionários do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), da Sabesp e da Fundação Casa entraram em greve em São Paulo, impactando parcialmente todas as linhas. Os sindicatos são contra a privatização da companhia de saneamento básico e da concessão das linhas metroferroviárias.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que as greves no setor de transportes não interromperão o plano de privatizações em São Paulo, uma de suas promessas de campanha eleitoral.

Nesta segunda-feira, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que o metrô funcione com no mínimo 80% dos serviços nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob multa diária de R$ 700 mil em caso de descumprimento. Já a CPTM deve operar com 85% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais intervalos, sob multa diária de R$ 600 mil. Na Sabesp, foi estipulado um contingente de 70%, com multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento.

Tarcísio declarou que está avaliando maneiras de punir individualmente os funcionários que desrespeitaram a ordem judicial.

A EXAME procurou o Sindicato dos Ferroviários de São Paulo mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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