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Após o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Saulo Moura Cunha ter afirmado que alertou o então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, sobre a intenção de atos antidemocráticos nas manifestações do 8 de janeiro, parlamentares da oposição cobraram o governo Lula (PT). A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) caracterizou a atitude como "gravíssima".

"Ex-diretor da ABIN admitiu que do dia 02/01 até o fim do dia 08/01 foram emitidos 33 alertas de inteligência. Por que não houve providências do Governo Federal para evitar o que aconteceu no dia 08?", disse a bolsonarista.

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Já o ex-juiz federal Sergio Moro levou em conta a parte do depoimento em que Saulo Moura Cunha afirmou que GDias havia arquivado os alertas formalizados em planilha: "Segundo se conclui do depoimento do Diretor da Abin, o então Ministro do GSI de Lula teria ordenado a supressão fraudulenta de informações em documento enviado à comissão de inteligência do Congresso. A intenção aparente parece ser esconder a sua omissão no dia 08 de janeiro. Lula vai dizer algo a esse respeito?", questionou o senador.

De acordo com Cabo Junio Amaral (PL-MG), os 33 alertas de inteligência seriam uma declaração de que houve prevaricação.

Ao longo de seu depoimento na CPI do 8 de janeiro, Saulo Moura Cunha afirmou que a agência mandou alertas em série.

— De 2 de janeiro até o fim do dia 8, a Abin produziu 33 alertas de inteligência, que não são relatórios. Relatório é documento estratégico, passa por processamento. Nesses alertas, falamos que hpuve detecção de estímulo a invasões e pessoas que se diziam armadas. A gestão anterior entregou (em 2022) relatório ao governo de transição e ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) falando sobre a presença de atores extremistas nos movimentos em frente aos quartéis.

Ao ser questionado sobre os alertas enviados pela Abin, o ex-diretor disse que os informes encaminhados davam a entender que as manifestações seriam de grande porte e com intenção de "atos antidemocráticos.

— No meu entendimento os alertas condicionam as autoridades pelo menos ao entendimento de que não seria uma manifestação comum. A partir de um certo momento, nós temos convicção de que havia intenção de atos antidemocráticos — afirmou Saulo Moura da Cunha.

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