Eleições 2020: Covas aperta fundão para vereadores do PSDB

Campanha para reeleição do prefeito já gastou 12 milhões de reais. São Paulo é a cidade que mais recebeu recursos para a eleição municipal

A campanha para a reeleição do prefeito Bruno Covas (PSDB) concentrou 95% das verbas públicas - fundo eleitoral e fundo partidário - acessadas pela legenda na cidade de São Paulo. Até agora, a candidatura de Covas foi a que mais gastou: quase 12 milhões de reais, segundo a prestação de contas parcial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Os 84 candidatos a vereadores pelo PSDB terão de dividir 609 mil reais  - 5% do total recebido pelo partido - para suas campanhas. Adversário histórico do partido, o PT direcionou mais de 4 milhões para os 83 candidatos a vereador na cidade.

São Paulo foi a cidade brasileira que mais recebeu recursos dos partidos nas  eleições municipais de 2020, segundo o TSE. Dos 78 milhões de reais gastos em campanhas na cidade, 42% foram destinados para a disputa pelo cargo de prefeito.

De cada 100 reais colocados nas campanhas de todo o país, ao menos 5 reais foram alocados para candidatos paulistanos a prefeitos e vereadores. Este ano os partidos tiveram acesso a 2 bilhões de reais do fundo eleitoral para gastar nas campanhas municipais e já alocaram 1,4 bilhões nas disputas locais.

 

Em São Paulo, Covas (PSDB) lidera as pesquisas com 37%, segundo a pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 14. O autal prefeito é seguido por Guilherme Boulos (PSOL) com 17%, e Márcio França, aparece em terceiro lugar, com 14%. Já Celso Russomanno (Republicanos) tem 13% das preferências. Boulos, França e Russomanno estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro na segunda posição, embora o mais provável seja que Boulos dispute com Covas o segundo turno.

A segunda campanha que mais gastou na cidade foi a de Joice Hasselmann, do PSL: 5,9 milhões de reais. O investimento não deve se traduzir em uma votação expressiva nas urnas. Na última pesquisa Datafolha, a candidata permaneceu com 3% das intenções de voto.

O dinheiro público gasto nas campanhas municipais pode dar uma pista de quais capitais são mais favoritas pelos partidos. Como num jogo de tabuleiro, os partidos aplicam seus recursos nos territórios que melhor os posicionam para as próximas rodadas, de acordo com a estratégia de cada um.

 

Na listas das cidades que mais receberam recursos, o Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com quase 48 milhões de reais e Recife, em terceiro lugar, com 33,4 milhões de reais.

Chama a atenção também os recursos direcionados a Manaus, capital do Amazonas, que aparece em quarto lugar, com 27 milhões de reais recebido até agora no pleito deste ano, à frente de outros pólos importantes na cena política, como Salvador e Porto Alegre.

O fato dos candidatos de uma determinada cidade terem mais recursos aplicados não significa necessariamente que ela seja mais estratégica para os partidos. Mas sim que a disputa pode ser mais acirrada, que a hegemonia local não seja muito clara e a oposição tenha desafiantes ao cargo de prefeito, ou também por haver muitos candidatos competitivos.

De acordo com monitoramento político da corretora Necton, em Manaus, Amazonino Mendes (Podemos), que já foi prefeito e governador, está à frente das pesquisas com 24% das intenções de voto, contra 18% de David Almeida (Avante), que foi presidente da assembleia legislativa e governador do estado. Em terceiro lugar, aparece Ricardo Nicolau (PSD), com 13% das intenções de voto.

Uma cidade também pode figurar à frente de outras por estar com uma prestação de contas mais atualizada do que outros municípios.

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