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A proporção de domicílios com acesso à rede de coleta de esgoto no Brasil chegou a 62,5% em 2022, registrando aumento em relação a 2000 e 2010. Os dados são do Censo Demográfico 2022, Instituto Brasileiro de Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 23.

O levantamento revela que as duas soluções de esgotamento sanitário mais comuns no Brasil são por Rede geral ou pluvial, com 58,3% utilizando, e Fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede, alcançando 13,2% dos brasileiros, solução individual não ligada à rede, mas considerada adequada pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). Fossa séptica ou fossa filtro ligada à rede representou 4,2%.

Por outro lado, 49 milhões de pessoas, ou 24,3% da população, ainda utilizam recursos precários de esgotamento sanitário. A Fossa rudimentar ou buraco é a forma de esgotamento sanitário de 19,4% da população. Na sequência aparecem o esgotamento diretamente em Rio, lago, córrego ou mar, 2%, o esgotamento por "Vala", 1,5%, e o esgotamento por "Outra forma", 0,7%.

Considerando as três formas adequadas segundo o PLANSAB (Rede geral ou pluvial, fossa séptica ou fossa filtro ligada à rede e fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede), ou seja, quem vivia em domicílios com esgotamento por rede coletora ou fossa séptica, os valores são de 59,2% em 2000, 64,5% em 2010 e 75,7% em 2022. Os dados mostram um avanço, mas o Brasil ainda enfrenta um grande desafio de saneamento básico.

Desigualdade por região

A região Sudeste apresenta a maior parcela da população com coleta de esgoto adequada, 86,2%. Do lado oposto, o Norte tem apenas 22,8% de pessoas com rede de esgotamento em casa. Entre os estados, São Paulo é com melhor resultado nesse indicado, com 90,8%, e o Amapá é o pior, com apenas 11% da população atendida.

Nos últimos 12 anos, todos os estados registraram aumento da proporção da população morando em domicílios com coleta de esgoto e da proporção da população habitando domicílios com esgotamento por rede coletora ou fossa séptica.

A maior evolução foi registrada no Mato Grosso do Sul, com avanço de 34,9 pontos percentuais, passando de 37,7% em 2010 para 72,5% em 2022. Entre os municípios, São Caetano do Sul (SP), Júlio Mesquita (SP) e Vitória (ES) foram as cidades que apresentaram as taxas mais altas de população atendida por rede de coleta de esgoto com, respectivamente, 99,95%, 99,81% e 99,65%.

Apesar dos avanços observados, 3.505 municípios brasileiros têm menos da metade da população morando em residências com coleta de esgoto, enquanto em 2.386 municípios menos da metade dos habitantes morava em domicílios com esgotamento por rede coletora ou fossa séptica.

A proporção da população residindo em domicílios com esgotamento por rede coletora mostrou relação com o tamanho populacional dos municípios: nos municípios com até 5.000 habitantes, apenas 28,6% deles vivia em domicílios com coleta de esgoto. Esse número sobe gradualmente a cada classe de tamanho da população, até atingir 83,4% nos municípios com 500.001 habitantes ou mais.

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