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Censo 2022: apenas três municípios têm mais apartamentos do que casas no Brasil

De todos os mais de 5,5 mil municípios, apenas Santos, São Caetano do Sul e Balneário Camboriú têm mais apartamentos do que casas

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Balneário Camboriú: conhecida pelos altos prédios que encobrem a areia da praia, a cidade tem 20.620 casas para 36.655 apartamentos. (Getty Images)

Balneário Camboriú: conhecida pelos altos prédios que encobrem a areia da praia, a cidade tem 20.620 casas para 36.655 apartamentos. (Getty Images)

Diferentemente do que se observa em regiões como a Faria Lima, em São Paulo, e em outros grandes centros urbanos, o Brasil é majoritariamente formado por casas, e não por apartamentos. É o que dizem os dados do Censo Demográfico 2022 divulgados nesta sexta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De todos os 5.568 municípios, apenas três já têm mais apartamentos do que em casas: Santos e São Caetano do Sul, em São Paulo, e Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Balneário Camboriú tem o maior preço por metro quadrado de imóvel residencial; veja ranking

Em Santos, são 50.731 casas para 112.401 apartamentos. Em São Caetano, são 27.788 casas para 32.578 apartamentos. Já em Balneário Camboriú, conhecida pelos altos prédios que encobrem a areia da praia, são 20.620 casas para 36.655 apartamentos.

E, analisando os dados do IBGE, a tendência é que, nos próximos anos, mais e mais cidades se espelhem no trio.

Em 2000, apenas 7,6% da população morava em apartamentos. Em 2010, a proporção foi para 8,5%. Nos 12 anos seguintes, o percentual se elevou em mais 4,1 pontos percentuais, chegando aos 12,5% registrados em 2022.

Os domicílios foram divididos na pesquisa em casa, casa de vila ou condomínio, apartamento, habitação em casa de cômodos ou cortiço, habitação indígena sem paredes ou maloca e estrutura residencial permanente degradada ou inacabada.

O levantamento identificou 59,6 milhões de domicílios ocupados como casas, nos quais residiam 171,3 milhões de pessoas, representando 84,8% da população. O segundo tipo encontrado com mais frequência foi apartamento, categoria de domicílio na qual residiam 12,5% da população em 2022.

Os domicílios do tipo casa de vila ou em condomínio abrigavam 2,4% da população. Juntos, os tipos casa e casa de vila ou em condomínio reuniam 87,2% da população. As demais categorias são residuais.

Um grupo de 494 mil pessoas, 0,2% da população, residia em domicílios do habitação em casa de cômodos ou cortiço. As outras duas categorias abrigavam menos de menos de 0,1% da população. O tipo habitação indígena sem paredes ou maloca abrigava 52 mil pessoas e o tipo estrutura residencial permanente degradada ou inacabada abrigava 81 mil pessoas.

Em números gerais, São Paulo é onde há o maior número de casas e apartamentos. Na capital paulista, as casas ainda são quase que o dobro dos apartamentos. Veja o gráfico com as cidades com mais apartamentos.

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