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Câmara do Rio de Janeiro aprova proibição de canudos plásticos

Rio de Janeiro pode se tonar a primeira cidade brasileira a banir o uso de canudos plásticos. Só falta sanção do prefeito Marcelo Crivella

Canudos plásticos: no McDonald's, a ordem será maneirar na distribuição  (Daisy-Daisy/Thinkstock)

Canudos plásticos: no McDonald's, a ordem será maneirar na distribuição (Daisy-Daisy/Thinkstock)

Vanessa Barbosa

Vanessa Barbosa

Publicado em 8 de junho de 2018 às 10h22.

São Paulo - O Rio de Janeiro pode em breve se tonar a primeira cidade brasileira a banir o uso de canudos plásticos em quiosques, bares e restaurantes. Na tarde de ontem (7), a Câmara Municipal do Rio aprovou em segunda votação um projeto de lei que proíbe a distribuição de canudinhos plásticos em estabelecimentos alimentícios.

O projeto é de autoria do vereador Jairinho (MDB) e estipula multa de até R$ 3 mil aos estabelecimentos que descumprirem a lei, valor que pode ser multiplicado em caso de reincidência. Ao invés do plástico, o projeto determina o uso de canudos feitos de materiais biodegradáveis.

Mais de 15 mil cariocas assinaram a petição online criada pela ONG Meu Rio, apoiadora do projeto.  Agora falta apenas a sanção ou veto do prefeito Marcelo Crivella.

"Estima-se que os canudos representem 4% do lixo mundial. Infelizmente não contamos com um vasto material que levante dados sobre o uso de canudos no Brasil, mas em países como os Estados Unidos, por exemplo, são usados meio bilhão de canudos por dia. Com essa quantidade, seria possível empilhar canudos a ponto de darmos duas voltas e meia no planeta em um período de 24 horas", diz a ONG na página da campanha.

A investida carioca vai ao encontro de um crescente movimento global de combate ao lixo plástico, um dos principais vilões da poluição marinha. Segundo a ONU, ao menos 50 países têm propostas nessa seara.

Recentemente, a  Comissão Europeia apresentou  novas regras para reduzir e até mesmo banir produtos plásticos descartáveis que representam 70% dos resíduos mais encontrados nas praias e mares da Europa. Investida anunciada nesta semana pela Índia para os próximos cinco anos segue o mesmo caminho.

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