Sem cruzar fronteiras

No ano em que o turismo está sofrendo seu maior baque por causa da pandemia, a retomada deve começar pelas viagens domésticas

A pandemia do coronavírus deverá provocar uma redução de 850 milhões a 1,1 bilhão no número de turistas internacionais em 2020 em comparação com o ano passado. A previsão é da Organização Mundial do Turismo, agência das Nações Unidas especializada no setor. O tamanho do tombo dependerá de quando a maioria dos países vai remover as barreiras às viagens internacionais. Nos três cenários traçados pelo órgão (veja quadro abaixo), a receita global com o turismo deverá cair neste ano entre 910 bilhões e 1,2 trilhão de dólares.

Com o cenário ainda nebuloso, uma coisa é certa: a retomada do turismo deve começar pelas viagens domésticas, nas quais há menos restrições sanitárias. Por aqui, a CVC, maior operadora de turismo do Brasil, já detectou essa tendência. A empresa começou a receber consultas de clientes interessados em programar suas viagens de fim de ano. Em 2019, nesta mesma época, as viagens nacionais representavam 70% da procura, ante 30% das viagens internacionais. Hoje, 85% das pessoas­ estão pesquisando destinos nacionais e apenas 15% pretendem viajar ao exterior. A aposta neste ano são os destinos mais próximos e com ambientes mais abertos, como praia e campo, e com hotéis que ofereçam amplo espaço e segurança para clientes ainda receosos de um repique da pandemia.

Turismo -- O maior tombo na pandemia de covid-19

 (Arte/Exame)

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