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Acesso ao mundo digital é ampliado com NFTs

Suas características técnicas podem torná-los úteis para aplicações que exigem um ativo único, indivisível e não intercambiável

Por: Cris Arcangeli

Não me canso de reafirmar que todas as INOVAÇÕES precisam ser úteis, além de revolucionárias, diferentes ou inusitadas. Os NFTs (sigla de “non-fungible token”, ou token não-fungível) estão, aos poucos, criando um valor utilitário, desenvolvendo e reforçando novas relações econômicas, de armazenamento de documentos, de marketing, cultura e de entretenimento no mundo digital. Suas características técnicas podem torná-los úteis para aplicações que exigem um ativo único, indivisível e não intercambiável, junto com os benefícios da tecnologia blockchain, como segurança, imutabilidade de dados e transparência.

Este universo da INOVAÇÃO é tão vasto e interessante, que hoje podemos ter o certificado que garante a originalidade e unicidade de qualquer tipo de documento digital, seja JPEG, GIF, PNG, PDF, qualquer item que viva on line. Vamos explicar melhor: o NFT é um código de computador usado para autenticar um arquivo e garantir que ele é único. Um ativo econômico não-fungível é aquele cujas unidades podem ser trocadas sem ter seu valor alterado. Você pode estar se perguntando: qual a vantagem? Veja bem: um arquivo não-fungível tem propriedades únicas, ou seja, não há outro igual. O NFT é o token, ou a chave, deste documento original que garante sua autenticidade.

Como explica Thiago Valadares, CEO da NF Market, se em 2011 o foco das empresas era gameficação e, em 2013 as empresas começaram a entrar nas redes sociais, hoje o NFT já está fazendo parte de campanhas de marketing e de marcas como uma importante ferramenta de marketing para impulsionar a publicidade, para promover reposicionamentos ou para gerar mais receita. “Hoje os NFTs já são muito utilizados nos Estados Unidos e na Europa no marketing esportivo e no comércio de obras de arte, por exemplo. Os NFTs, como produtos não fungíveis, podem ser amplamente usados em vendas de ingressos para eventos, merchandising, campanhas de marketing e de marcas e até em registros permanentes de documentação das empresas, garantindo sua autenticidade”.

Acredito, como o Thiago também, que é só uma questão de tempo para que os NFTs entrem no mainstream e façam parte do nosso dia a dia. Eles podem funcionar como um tipo de cartório digital, onde armazenaremos documentos como diplomas de faculdade, exames de saúde, certificados, contratos, licenças, ou seja, tudo o que é valioso e precisa estar organizado, com a segurança de um blockchain.

Crescimento e novas possibilidades

Uma das gigantes do setor, a IBM, já anunciou que utilizará os NFTs para o registro de patentes, em parceria com a IPwe, empresa que atua com a negociação deste tipo de documentos. Elas lançaram uma plataforma específica para os NFTs de propriedade intelectual e um market place global, onde poderão ser negociados. A ideia é construir uma infraestrutura onde a representação das patentes seja armazenada numa rede blockchain como NFTs, onde poderão ser negociadas de maneira mais fácil, ágil e segura.

Os especialistas acreditam que a tokenização da propriedade intelectual e a transparência por ela oferecida, podem facilitar e simplificar a venda, a comercialização ou monetização de registros de patentes e poderá trazer mais liquidez a este tipo de ativos para investidores e inovadores.  Poderão surgir novas formas de interação com a propriedade intelectual, beneficiando não somente as grandes empresas, mas abrindo oportunidades para médios e pequenos empreendedores e para os donos de propriedades intelectuais individuais, com novas ofertas de serviços financeiros e uma significativa evolução desta nova classe de arquivos e patentes.

A movimentação dos NFTs vem crescendo com a valorização do mercado de criptomoedas, que hoje vale US$ 2 trilhões. Segundo Thiago, este mercado está crescendo muito também no Brasil: no segundo trimestre de 2021, o setor movimentou US$ 754,3 milhões, um valor 35,5 vezes maior que o do mesmo período de 2020. O primeiro trimestre deste ano teve uma movimentação de US$ 508,9 milhões, 48,2% mais que os mesmos meses de 2020.

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